Cesare Battisti é condenado a prisão perpétua por quatro assassinatos

Cesare Battisti é condenado a prisão perpétua por quatro assassinatos
Arquivo Ag. Brasil

O voo que levará Cesare Battisti de volta para a Itália deve sair de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, às 17h30 no horário local (19h30 em Brasília). O italiano é condenado à prisão perpétua por quatro assassinatos.

De acordo com informações da Ansa, o avião irá partir de Santa Cruz de la Sierra e fará uma escala técnica antes de chegar no Aeroporto de Ciampino, em Roma, por volta de 13h30 (10h30 em Brasília), desta segunda-feira (14).

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O ministro do Interior da Bolívia, Carlos Romero, afirmou em entrevista coletiva que Battisti será expulso por ingresso ilegal no país. Segundo ele, agentes bolivianos da Interpol entregaram o italiano para agentes da Itália no aeroporto — o plano de resgate e transporte é coordenado pelo serviço secreto italiano, Aise.

Battisti foi preso na tarde deste sábado (12) em público após os agentes verificarem que ele não tinha documentos legais para a entrada na Bolívia. Portanto, não há registros sobre a data ou o local exato pelo qual o italiano ingressou no país.

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Prisão

Battisti estava em Santa de La Sierra, uma das principais cidades da Bolívia, e foi capturado por volta das 17h de ontem (12). Segundo relatos, ele não tentou escapar. Questionado pelos policiais, respondeu em português. O italiano usava calça azul e camiseta, óculos escuros e barba falsa.

Condenado à prisão perpétua na Itália, Battisti foi sentenciado pelo assassinato de quatro pessoas, na década de 1970, quando integrava o grupo Proletários Armados pelo Comunismo, um braço das Brigadas Vermelhas. Ele se diz inocente. Para as autoridades brasileiras, ele é considerado terrorista.

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No Brasil desde 2004, o italiano foi preso três anos depois. O governo da Itália pediu sua extradição, aceita pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Contudo, no último dia de seu mandato, em dezembro de 2010, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu que Battisti deveria ficar no Brasil, e o ato foi confirmado pela Suprema Corte.

O presidente Jair Bolsonaro, mesmo antes de empossado, defendia a extradição de Battisti. Nos últimos dias do governo Michel Temer, o STF ratificou a transferência para a Itália, mas Battisti não foi encontrado após a decisão. Após dias de buscas, a Polícia Federal divulgou 20 simulações sobre a possível aparência do italiano.

*Com informações da Agência Brasil e Ansa, agência de notícias italianas