Médicos canadenses presenciaram algo muito diferente do que eles estavam acostumados em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), quando um paciente mostrou atividades cerebral persistente, mesmo depois de ter sido declarado morto pelos médicos. Outros três pacientes que estavam na mesma unidade não apresentaram tal comportamento.

A morte foi anunciada após os médicos realizarem uma série de exames e constatarem o óbito dos pacientes. O tal paciente emitiu as mesmas ondas cerebrais que as pessoas vivas emitem durante o sono profundo, chamadas de ondas delta. O caso foi relatado em um artigo para o periódico The Canadian Journal of Neurological Sciences.

O fenômeno

“Em um dos pacientes, fluxos de ondas delta persistiram depois de cessarem tanto o ritmo cardíaco quanto a pressão arterial”, contou a equipe da Universidade de Western Ontário, no Canadá, em um relatório em 2017. Exames de eletroencefalograma (EEG) ainda mostraram aos médicos algo muito curioso. Em cada um dos pacientes, os registros no exame de suas atividades cerebrais não eram semelhantes, antes ou depois de serem declarados mortos.

“Houve uma diferença significativa na amplitude do EEG entre o período de 30 minutos antes e o período de 5 minutos após a interrupção da ABP para o grupo”, afirmou os pesquisadores. Mas ainda é cedo para falar sobre isso, e os cientistas pedem cautela sobre o assunto, uma vez que a amostra sobre a experiência pós-morte é de apenas uma pessoa.

A atividade anômala

Devido a falta de explicação biológica, os pesquisadores acabaram se apegando ao motivo mais óbvio para o tal registro: falha no equipamento. Entretanto, eles não puderam explicar a causa para tal falha. Dessa forma, a fonte da anomalia não pode, de nenhuma maneira, ser confirmada.

“É difícil postular uma base fisiológica para essa atividade do EEG, já que ela ocorre após uma perda prolongada da circulação. Esses fluxos de onda poderiam, portanto, ser um artefatual na natureza [erro humano], embora uma fonte artefática não pudesse ser identificada”, disseram os médicos.

O mapeamento cerebral dos quatro pacientes pode ser visualizado na imagem acima A morte clínica é representada no tempo 0, que é quando os batimentos cessam depois que os equipamentos foram desligados.

Como pode ser visto, em três, dos quatro pacientes, a atividade cerebral (em amarelo na imagem) é interrompida logo quando o coração para de bater. No entanto, no paciente número 4, o que até então se trata de um fenômeno incompreendido, os fluxos das ondas delta podem ser visto por 10 minutos e 38 segundos após seu coração ter parado.

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