Ciro Gomes (PDT) durante debate presidencial

Ciro Gomes (PDT) durante debate presidencial
THIAGO BERNARDES/FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO – 10.8.2018

O terceiro bloco do debate presidencial desta quinta-feira (9) teve um tom menos agressivo dos candidatos, que se concentraram em propostas sobre educação, corrupção e economia.

O presidenciável Alvaro dias (Podemos) defendeu a Lava Jato e disse que quer institucionalizar a operação para combater a corrupção no país, convidando o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Criminal de Curitiba (PR), para ministro da Justiça.

— Não resolveremos nada se não acabarmos com as organizações criminosas.

Na resposta, o tucano disse que é preciso acabar com o crime de colarinho branco, além de reformar as instituições, com diminuição do número de partidos.

Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que as negociações políticas levam ao loteamento do poder Executivo e à corrupção:

— Alguém que está em casa sabe o nome do ministro da Saúde, da Educação? Não, porque são pessoas insignificantes colocados lá para trabalhar para o partido. Eu sou o único com moral e honestidade para mexer com essa questão.

Acompanhe em tempo real o primeiro debate presidencial

Primeiro bloco é marcado por confronto direto entre candidatos

Segundo bloco: rombo nas contas públicas e reformas

Educação

Geraldo Alckmin (PSDB) e Marina Silva (Rede) defenderam políticas prioritárias para a educação básica no país.

“Sou um milagre da educação, fui analfabeta até os 16 anos. Eu sei o que a educação pode fazer na vida das pessoas. O meu compromisso com a educação é inarredável”, disse Marina Silva. “A gente já tem quantidade, mas vamos trabalhar a qualidade. Temos ainda 500 mil crianças fora da escolas, temos jovens que saem da escola e não sabem interpretar um texto”, criticou.

O ex-governador de São Paulo defendeu programas implementados no Estado, além de programas de creches e valorização do professor.

— Nossa prioridade será a educação básica. Aqui em São Paulo fizemos o creche-escola, quase 300 entregues. Vamos zerar a fila das crianças de 4 e 5 anos na pré-escola. Teremos todas no ensino infantil.

Economia

O tom de confronto no bloco subiu quando Guilherme Boulos (Psol) se dirigiu a Henrique Meirelles (MDB), chamando-o de “candidato dos banqueiros”.

“O senhor é o candidato dos bancos. Nossa candidatura representa o trabalhador. O senhor acha justo o lucro estratosférico dos bancos e o salário mínimo ficar estagnado?”, perguntou Boulos, destacando que Meirelles na Presidência representa a “raposa cuidando dos galinheiros”.

“Eu sou o candidato do emprego, da renda e do crescimento econômico. No momento em que fui convidado pra assumir Banco Central pelo então presidente eleito Lula, o Brasil enfrentava uma crise enorme e juros na estratosfera. Durante meu período no BC (2003-2010) os juros caíram sistematicamente, ainda muito altos, mas caíram mais agora. Eu já apresentei ao Congresso projetos visando diminuir o spread bancário [lucro com juros]. (…) O importante é a competência e honestidade, porque sou o candidato sem processo”, afirmou Meirelles.

O pedetista Ciro Gomes apresentou proposta para reduzir o número de brasileiros endividados, atualmente em 63 milhões, destacando que é preciso resgatar a capacidade de consumo dessa população.

— A dívida [dos consumidores] é grande de fato, mas repare que a média é de R$ 1.400 por pessoa. Será que não dá pra ajudar essas pessoas, financiando prazos? Eu sei fazer. Vou permitir as dúvidas, mas eu vou te dar os detalhes.