Styvenson dialoga sobre gestão de escolas públicas em mesa redonda na UFRN

Evento contou com a presença dos deputados General Girão e Coronel Azevedo.

Mesa redonda foi encerrada com um amplo diálogo com os participantes, que lotaram o auditório para discutir o tema.

O senador Styvenson Valentim ( Pode) trouxe o senador Eduardo Girão (Pode) a Natal para conhecer a filosofia de gestão da escola estadual Maria Ilka de Moura, que adotou um sistema de ensino incluindo práticas militares em sua dinâmica cotidiana. O senador cearense estuda sugerir a implantação do modelo no Ceará.

A escola, que estava prestes a fechar as portas por ter sido alvo de recorrentes assaltos e já não estar mais atingindo o número mínimo de alunos matriculados, hoje é exemplo de transformação com 400 estudantes e uma longa fila de espera. 

Os dois senadores passaram em todas as salas de aula conversando com alunos e professores e acompanhando o dia a dia da escola. “Estamos estudando modelos para aplicarmos no Ceará e gostei muito do que vi aqui. Fui na Índia e vi uma escola com princípios de amor, não violência e verdade. Aqui, sinto que existem esses  fraternos princípios com  foco também na disciplina”, observou Eduardo Girão, parabenizando pela iniciativa. 

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Logo após a visita, os senadores seguiram para o auditório da biblioteca Zila Mamede, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) onde participaram de uma mesa redonda sobre a militarização nas escolas. 

Os professores Walter Pinheiro, da UFRN e Dante Moura, do Instituto Federal do Rio Grabde do Norte (IFRN), elogiaram o senador por sua eleição sem  participar de nenhuma aliança com as oligarquias locais. E questionaram, com preocupação,  a passagem da gestão das escolas das mãos dos civis, para os militares.

O senador Styvenson Valentim esclareceu que a gestão educacional que ele defende, e ajudou a desenvolver,  é totalmente participativa. “A experiência da escola Maria Ilka é pautada na participação de pais, professores, alunos e militares que entraram na escola para ajudar a resgatar valores essências que  perderam espaço para a violência, como foi visto recentemente na escola de Suzano, em São Paulo”, esclareceu o parlamentar.

O senador ainda defendeu maior participação da comunidade na educação. “A gente ajuda agindo, realizando. Muita gente fica só na manifestação e esquece da ação. Eu concordo que escola não é lugar de polícia, mas como coibir a violência? O tema é polêmico porque ninguém quer compreender a real situação, que é gravíssima”, ponderou.

A mesa redonda, que contou também com a presença do deputado federal General Girão (PSL) e do deputado estadual Coronel Azevedo ( PSL), abriu espaço para o  depoimento do aluno da  escola Maria Ilka, Felipe Gabriel, de 14 anos,  que falou da satisfação em estudar na instituição.       “Antes era bagunçada, agora todos querem estudar lá. Temos orgulho de usar a farda da escola Maria Ilka”, relatou, entusiasmado, o estudante. 

O evento foi encerrado com um amplo diálogo com os participantes, que lotaram o auditório para discutir o tema.