Quando Divinity: Original Sin II foi lançado para PC no ano passado, muitos ficaram boquiabertos com a liberdade oferecida pelo game. Agora, Divinity: Original Sin II – Definitive Edition traz esta mesma liberdade para os consoles. É incrível ver o empenho da Larian Studios em trazer esta experiência para o PS4 e Xbox One.

Caso você não conheça o jogo, Divinity: Original Sin II é um RPG que praticamente transporta a experiência de uma partida de Dungeons and Dragons para a tela do seu computador ou tv. Os jogadores podem escolher uma das 14 classes e desenvolver seus personagens da maneira que quiserem. A experiência é ganha por cada ação notável, não apenas por combate. Isto significa que você pode ganhar experiência por resolver alguma situação diferente. O jogador possui a liberdade de explorar o game da maneira que desejar. O fato de repetir tantas vezes a palavra ‘liberdade’ neste review é que, de fato, esta é a maior força do game.

Para você entender, basta saber que existem outros meios para vencer um inimigo. Às vezes, até criando uma party que é bem diferente das usadas nos games de RPGs modernos. Fica divertido e não foge do gênero. O interessante mesmo é que há muitas opções para você usar no seu jogo.
Você pode jogar com mais estratégia, pode jogar de forma mais ofensiva ou pode transformar o inimigo em uma galinha. Ok, a chance é pequena, mas ela existe. Você também pode optar por não lutar e seguir em frente, as chances também não são grandes, mas existem. São muitas variáveis que podem ser exploradas. Você pode convencer inimigos a se juntar a você, pode roubar itens, comprar, pedir… Divinity permite que você faça o que quiser no jogo.

Ok, tanta liberdade pode te induzir ao erro. Afinal, você pode chegar ao ponto de tomar uma decisão ruim. Mas não é assim com tudo na vida? Tudo depende de quanto o jogador está inclinado. Para os jogadores que realmente aproveitam um bom combate, não se preocupem: Divinity: Original Sin II tem um sistema bem elaborado. Ele é baseado em turnos, com um certo número de ações que são exibidos em tela. Assim que o jogador perde seus pontos de ação, o turno acaba e o jogo procede para o próximo personagem.

O combate funciona, pode até levar um tempo para entender, mas assim que você se acostuma, fica tudo muito tranquilo. De toda forma, o ideal é explorar as diversas opções oferecidas pelo game. Há algumas dificuldades com o posicionamento da câmera, que nem sempre está no ponto ideal, mas nada que estrague a experiência do jogo.

Sobre a história, você é identificado como um Sourcer, um usuário de magia que é insultado ao redor do mundo por sua suposta conexão com os monstros. Você está sendo caçado e seu objetivo é descobrir a natureza de seus poderes, procurando a fonte deles e dos monstros, salvando o mundo e se tornando o ser mais poderoso do mundo. Existem várias reviravoltas no jogo, que irão te surpreender.

Divinity: Original Sin II tem diversos recursos que o fazem ser bastante fiel a uma experiência de Dungeons and Dragons para os jogadores. Ele pode ser jogado localmente com outra pessoa. A tela fica dividida e cada um pode explorar áreas diferentes do mapa. Alternativamente, os jogadores podem ficar online e jogarem com até 3 outros jogadores.

Esta versão sofreu algumas mudanças, melhorias na qualidade e na jogabilidade. Os visuais também são melhorados e a interface também recebeu um upgrade. Novas lutas foram adicionadas ao segundo e terceiro ato. Vale a pena completar o tutorial. Caso você nunca tenha jogado, não se preocupe: A Larian Studios faz um trabalho excelente para ensinar aos jogadores e deixá-los prontos para todo o desafio.

A versão usada para este review é de Xbox One e é muito impressionante ver como ele funciona bem com o controle do console. Houve uma boa preocupação dos desenvolvedores de transferir toda a experiência da versão PC para o console.

Divinity: Original Sin II – Definitive Edition é a melhor opção para quem é fã dos RPGs de mesa. É um jogo que é totalmente voltado para a experiência do jogador. A versão de console é tão boa quanto à versão o PC. Este é um game obrigatório para quem ama RPGs clássicos e quer testar as mais diversas ideias no jogo.

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