Mais de 300 pessoas foram retiradas dos protestos deste sábado na França

Mais de 300 pessoas foram retiradas dos protestos deste sábado na França
Benoit Tessier/Reuters – 08.12.2018

Um novo protesto encabeçado pelos coletes amarelos levou milhares de manifestantes às ruas de Paris, na França, neste sábado (8). Eles protestam contra o aumento do custo de vida no país e pedem aumento do salário mínimo, entre outras pautas.

Até as 11h no horário local (8h em Brasília), a polícia francesa havia detido 481 pessoas — 211 deles estão sob custódia.

Os detidos entraram em confronto com a polícia ou portavam objetos proibidos durante os protestos, como máscaras de gás e capacetes, que supostamente podem ser usados contra as ações da polícia.

Os manifestantes se reúnem principalmente na Praça da Bastilha, em Paris, embora os protestos estejam espalhados pelo país. As informações são do jornal francês La Libération. 

Polícia usou bombas de gás para dispersar os manifestantes

Polícia usou bombas de gás para dispersar os manifestantes
Benoit Tessier/Reuters – 08.12.2018

Inicialmente, os protestos pediam o cancelamento do aumento do imposto dos combustíveis, mas ganharam força com pautas trabalhistas, como o aumento do salário mínimo e melhoria nas condições de trabalho.

Quase 90 mil policiais estão espalhados pelo país para conter os protestos

Quase 90 mil policiais estão espalhados pelo país para conter os protestos
Piroschka van de Wouw/Reuters – 08.12.2018

O Ministério do Interior do país avalia que as manifestações deste sábado devem ser parecidas com as do sábado passado, com nível de violência no mínimo igual ao da semana passada.

De acordo com o jornal Le Monde, os serviços de inteligência franceses detectaram a crescente mobilização de grupos de extrema direita, sendo que as redes sociais estão cheias de chamados para a violência física.

Neste sábado, 89 policiais estão mobilizados na França para conter as manifestações — só em Paris, são 8.000.

Na última quinta-feira (6), o governo da França desistiu definitivamente do aumento dos impostos sobre combustíveis previsto para 2019. As novas taxas foram retiradas da previsão orçamentária para o ano que vem.

As tarifas provocaram revolta entre os franceses, levou ao surgimento do movimento dos “coletes amarelos” e afetou diretamente a figura do presidente Emmanuel Macron.