Os conflitos em Idlib, um dos últimos redutos de rebeldes,  começam a se intensificar, com a intenção da Rússia e do governo sírio de atacarem o que chamam de grupos terroristas liderados pela organização Tahrir al-Sham, vertente da antiga Frente Al-Nusra, representante da Al-Qaeda no país

Bombardeios já ocorreram no último dia 5, causando a morte de pelo menos 9 pessoas, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos. A Rússia declarou, no entanto, que foram alvejados apenas os grupos terroristas e deu a entender que não foram atingidos civis

A questão é que a própria guerra é uma guerra civil. Queiram ou não, os civis estão sendo atingidos, grande parte deles sendo crianças, nesta região de cerca de 3 milhões de habitantes, situada no norte do país e próxima da fronteira com a Turquia

Antes de atravessarem a fronteira, algo que ainda não aconteceu, estes novos deslocados do país estão indo para campos de refugiados, como o de Atimah, próximo a Idlib

A Turquia tem condenado a intenção do governo de Bashar al-Assad, mas, em reunião entre os governos turco, russo e iraniano, não houve acordo para evitar a ofensiva

Há estimativas de que pelo menos 700 mil pessoas devem deixar a região, caso a ofensiva ganhe ainda mais intensidade. Cerca de 30 mil já saíram. A Turquia, país que mais abriga refugiados sírios (que são cerca de 3,5 milhões) 

O governo turco optou por aumentar o fornecimento de armas aos rebeldes sírios, na tentativa de evitar os ataques do governo, considerados infrutíferos pelo presidente turco, Recep Tayip Erdogan, que pede um plano para a região

Essa postura conta com a concordância da Organização das Nações Unidas, entidade que sistematicamente tem criticado algumas posturas de Erdogan

Há alguns dias, o secretário-geral da ONU, António Guterres, se disse profundamente preocupado com risco crescente de uma catástrofe humanitária, a cada dia que se aproxima de se efetivar a operação militar em grande escala na província

Mais de 30 mil foram deslocados por ofensiva em Idlib, na Síria

Os EUA exigiram que Rússia e Irá impeçam o ataque a Idlib. O Reino Unido declarou apoiar a iniciativa de Erdogan de evitar a ofensiva. Já o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Heiko Maas, também deu mostras de que o país está sintonizado com os alertas sobre a gravidade da situação. “Nossa agenda é evitar a catástrofe humanitária”

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