O Ministério Público Eleitoral deu parecer contrário ao processo aberto pelo PDT (do candidato Ciro Gomes) e Avante contra a RecordTV depois que o candidato Jair Bolsonaro (PSL) concedeu entrevista exclusiva ao Jornal da Record após sofrer um atendado durante sua campanha. A coligação Brasil Soberano entrou na Justiça alegando que a emissora dispensou um “tratamento privilegiado e desproporcional” ao presidenciável que havia deixado o hospital após 24 dias internado.

No processo, a defesa dos partidos pediu que fosse “oportunizado o mesmo tratamento aos adversários de campanha”. O Ministério Público Eleitoral, no entanto, entendeu que a possibilidade de tratamento diferenciado para candidatos que se encontram em situações distintas está prevista na própria lei eleitoral.

Jair Bolsonaro, foi esfaqueado na região do abdômen durante ato de campanha em Juiz de Fora, em MInas Gerais, no dia 6 de setembro. A campanha foi interrompida após o incidente e o presidenciável não participou dos debates do primeiro turno por decisão médica.

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral), por maioria, também negou pedido do candidato Guilherme Boulos (Psol). Ele entrou na Justiça para requerer entrevista como a que o canal fez com o candidato Jair Bolsonaro, que estava ainda no hospital, em São Paulo, se recuperando do atentado a faca que sofreu em Juiz de Fora.