Temos necessidades diferentes em cada uma das fases das nossas vidas. E, se quisermos atrair e reter mulheres no meio corporativo, devemos nos ajustar a elas. Essa é uma estratégia fundamental para se aproximar da igualdade no local de trabalho, uma vez que as mulheres continuam a arcar com a maior parte das responsabilidades de cuidadoras.

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Sabemos que a igualdade de gênero não é apenas uma questão social – é um imperativo comercial. Há muitas pesquisas provando que equipes diversificadas são mais lucrativas e inovadoras, que organizações que abordam questões específicas das mulheres têm maior nível de satisfação dos funcionários em geral e menos rotatividade de pessoas e que as empresas que inspiram as mulheres são mais eficientes em diversas dimensões.

Em uma iniciativa para ajudar homens e mulheres a obter melhores resultados no local de trabalho, os países nórdicos (Noruega, Suécia, Finlândia, Dinamarca e Islândia) vêm reescrevendo as regras ao adotar políticas mais favoráveis à família, como assistência infantil subsidiada, pagamento da licença parental para mães e pais, horários flexíveis, home office e jornadas alternativas.

E de que forma tudo isso compensou no que diz respeito a fazer da igualdade de gênero uma realidade? Esses países encabeçam, frequentemente, o ranking dos 144 países do Relatório Global sobre Intervalo de Gênero do Fórum Econômico Mundial. A Islândia, a Noruega, a Finlândia e a Suécia normalmente estão no Top 5 da lista, com algumas das mais altas taxas de participação de mulheres na força de trabalho do mundo. A economia também se beneficiou: ter mais mulheres empregadas impulsionou o PIB per capita em 10% a 20% nos últimos 40 a 50 anos, segundo um relatório da OCDE.

Embora os países nórdicos tenham, cada um, uma combinação de políticas favoráveis à família, que resulta no sucesso do nivelamento do campo de atuação das mulheres no trabalho, segue, na galeria de fotos abaixo, políticas específicas de cada um deles:

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