Histórias heroicas, independente da cultura e em sua maioria, têm como protagonistas figuras masculinas. Mas em algumas exceções aparecem também heroínas ou deusas que são mulheres fortes e de destaque. Aqui mesmo já falamos sobre algumas delas, como as 12 coisas que você não sabia sobre Bastet, a deusa gato egípcia e também 16 curiosidades sobre Afrodite, a deusa do amor.

Hoje vamos adentrar nas histórias da antiga Mesopotâmia e falar sobre Inanna, a deusa suméria mais importante dessa cultura. A “Dama dos Céus” como também era conhecida. Trata-se da divindade feminina mais cultuada nos mitos mais célebres do Oriente Médio, e que desceu ao inferno para enfrentar a sua irmã, a deusa Ereshkigal.

O mito de Inanna

A história de Inanna é escrita em forma de um poema em tabletes mesopotâmicos com escrita cuneiforme. Foi escrito entre 1.900 d.CC e 3.500 d.C, mas alguns historiadores acreditam que possam ser de um período mais antigo. Neles, é relatado sobre a viagem de Inanna, que também é chamada de Ishtar no norte da Babilônia, ao submundo para desafiar o poder de sua irmã, a viúva Ereshkigal.

Segundo o mito de Inanna, como também no de Perséfone e Deméter, na Grécia, sua jornada é uma explicação para a sucessão das estações nas civilizações da antiguidade. Na Mesopotâmia, os meses que correspondentes ao outono e inverno são propícios para a recuperação da força e da pureza, tanto da terra, quanto dos homens, enquanto que a primavera e o verão são os melhores momentos para a fertilidade e floração. Irkalla ou Kur é o chamado submundo, terra dos mortos ou inferno, e para os sumérios, esse lugar é para onde vai tudo que for mal ou que está perdido.

Viagem ao inferno

O submundo é governado por Ereshkigal, a irmã de Inanna. A jovem deusa é retratada como uma jovem que é guiada pelos seus desejos, e muito ambiciosa como é, ela está sempre buscando por mais poder. Inanna fica obcecada com a redução do submundo e deseja tomar o poder de Ereshkigal. Como desculpa para descer ao inferno, ela alega que irá assistir ao funeral do marido de sua irmã.

Ao longo do caminho, ela precisa enfrentar muitos obstáculos, enfrentando todos aqueles que já morreram, além de precisar ultrapassar sete portas para chegar até a entrada do submundo. Chegando lá, sua irmã, Ereshkigal, que já suspeitava das intenções de Inanna, estava preparada para enfrentá-la. Ereshkigal acaba matando Inanna e pendurando o seu corpo em um gancho.

Inanna já imaginava que isso poderia acontecer, e deixou avisado aos seus criados que, se ela não retornasse em três dias, eles deveriam procurar seu pai para que ele a buscasse no submundo. Seu pai conseguiu reanimá-la, porém, para que ela conseguisse deixar o local permanentemente, ela precisaria que alguém ficasse no seu lugar. Ela analisa vários substitutos possíveis, e quando vê o seu próprio marido, que ao invés de se lamentar pela sua morte, tinha assumido o poder, ela decide que ele será o seu substituto no submundo.

Mas a irmã do seu marido Dumuzid, Geshtinanna, tem um apreço muito grande por ele, e ela então se oferece para assumir o seu lugar no inferno. Eles então dividem o ano no meio. Onde a cada seis meses, eles trocavam de lugar.

No entanto, Inanna se arrepende de ter enviado Dumuzid para o submundo, mas não tem mais o que fazer. Contudo, a cada seis meses dos anos, ele retorna para a superfície para ficar com ela. Os meses em que Inanna e Dumuzid passam juntos correspondem a primavera e o verão, isso significa para eles, a época da fertilidade e floração, e os outros seis meses são o outono e inverno.

O que você achou do mito de Inanna? Já tinha ouvido falar sobre algum mito da antiga Mesopotâmia? Conta para a gente nos comentários.

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