Grupo havia sido hackeado

Grupo havia sido hackeado
Reprodução/Facebook

O grupo “Mulheres Unidas Contra Bolsonaro” voltou ao ar na tarde deste domingo (16) depois de ter sido hackeado e ficado suspenso. 

Em nota oficial, as administradoras do grupo afirmam que o espaço está em manutenção e foi recuperado. Leia a nota na íntegra:

“Desde o ataque ao grupo “Mulheres Unidas Contra Bolsonaro”, observamos uma enorme mobilização das mulheres, inclusive com a criação de novos grupos com o mesmo objetivo. Nossa semente foi plantada. Apoiamos todos os grupos que disseminando o mesmo ideal antifascista e contrário ao mesmo candidato ao qual fazemos frente de resistência.

Informamos que o grupo “Mulheres Unidas Contra Bolsonaro” foi recuperado e está em manutenção. Não fomos deletadas e seguiremos retornando, somos incansáveis. Não vão nos calar.
#elenao”

Às 12h43 deste domingo, o grupo tinha 2.487.414 participantes, sendo que todas elas são mulheres (cis ou trans). O grupo é administrado por 11 mulheres e passou de “fechado” para “secreto”, ou seja, apenas membros podem encontrá-lo, ver e fazer publicações. Os grupos fechados podem ser encontrados por qualquer um, mas apenas participantes têm acesso ao conteúdo compartilhado. 

Dentro do grupo, as administradoras publicaram uma nota oficial para tranquilizar as participantes e pedindo para que não mandem mensagem por inbox, adicionem ou marquem moderadoras em postagens, para que elas possam excluir todas as pessoas que são favoráveis ao candidato. Leia a nota na íntegra: 

“NOTA OFICIAL DA ADMINISTRAÇÃO DO GRUPO OFICIAL:

O grupo foi recuperado, estamos limpando nossa casa, retirando todos que pensam que é através do uso da força que se ganha voto. Vivemos em uma democracia (constantemente ameaçada) e não iremos recuar. Pedimos que todas as nossas incansáveis e guerreiras participantes permaneçam ao nosso lado e sigam denunciando os invasores de nossa página.
Nesse momento não estamos aceitando novas participantes e publicações na página. Pedimos a compreensão de todas para que possamos retornar à normalidade.

Pedimos que não mandem mensagem INBOX, ADICIONEM ou MARQUEM moderadoras e administradoras em postagens para facilitar nosso trabalho

Essa mensagem está liberada para que divulguem em suas redes sociais caso achem necessário.

JUNTAS SOMOS MAIS FORTES!
NÃO SEREMOS CALADAS!
Divulguem nossas #
#MulheresUnidasContraBolsonaro #MUCBvive #EleNao”

Ataque hacker

Um suposto integrante, com perfil de nome Carlos Shinok, alterou o nome do grupo para ‘Mulheres com Bolsonaro #17’ por volta das 20h30 de sábado (15). 

Quando o grupo foi invadido, o responsável trocou o nome e também excluiu as administradoras, impedindo que arrumassem as informações trocadas pelo hacker. 

Homens adicionados ao grupo comemoram a situação “hackers desse meu Brasil! Amo vocês! O grupo Mulheres contra Bolsonaro, agora se chama, Mulheres COM Bolsonaro KKKKK”.

Enquanto novos posts a favor do candidato do PSL eram publicados na página, usuárias tentavam acalmar umas as outras.

“Meninas, não saiam do grupo, só mudaram o nome”, afirmou uma internata. “Vamos manter a unidade, força e cabeça fria. Estou vendo aqui os ataques constantes e tentativas de fascistas infiltrados de causarem enfraquecimento e confusão. Não vamos permitir”.