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Rede Globo planeja um programa sertanejo para as tardes de sábado. (Foto: Reprodução)

A Globo pretende dar uma mexida na grade de programação neste ano. O sábado, por exemplo, sofrerá algumas mudanças a partir do segundo semestre com a extinção do programa Estrelas, apresentado por Angélica.

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De acordo com informações do jornalista Flávio Ricco, a ideia é investir em algo ligados ao esporte, já que o ano vai respirar praticamente isso com a exibição da Copa do Mundo na Rússia.

Mas uma outra novidade pode ser apresentada. Há a intenção de se levar ao ar um novo programa musical, agora apresentado e voltado para o mundo sertanejo. O ritmo está em alta em todo o Brasil.

ANTÔNIO FAGUNDES DETONA ATUAIS NOVELAS DA GLOBO

O ator Antonio Fagundes é um dos mais antigos da teledramaturgia da Globo e surpreendeu com declarações polêmicas em uma entrevista à Veja. Na ocasião, ele criticou as atuais novelas da própria emissora e a forma com a qual elas são gravadas e vão ao ar.

“Houve uma interferência de diversos fatores na estrutura da dramaturgia brasileira, principalmente, que era uma dramaturgia muito rica, muito profunda. A nossa novela é respeitada no mundo inteiro, até por causa disso, por que aborda temas sociais, políticos, coisa que as novelas no geral não fazem”, explica.

“Houve uma interferência de linguagens, os clipes musicais, os videogames, essa velocidade que o cinema adquiriu nas últimas décadas, passou pra televisão, e acho que passou de uma forma errada. A nossa dramaturgia tenta copiar esse ritmo, e a gente perdeu em conteúdo algumas coisas”, explica.

“É claro que se você tem só 30 segundos numa cena você não consegue desenvolver nenhum pensamento sério. Se você pegar as novelas de 20 anos atrás você vê que as cenas tinham 10, 15 minutos, onde era possível você desenvolver um pensamento, era possível você aprofundar um personagem”, relata.

“As séries americanas tão fazendo o que as nossas novelas fizeram há 20 anos, eles estão novelizando as séries deles e nós estamos serializando as nossas novelas. Eu acho que era hora da gente parar pra ver que nós é que demos pros americanos o que eles estão fazendo hoje, e nós estamos perdendo”, revela.

“A gente [os atores] percebe que as coisas boas que a gente sabia fazer a gente tá perdendo mão delas, e não só em televisão, em cinema e teatro também. A dramaturgia brasileira de teatro também tá empobrecida. De cinema também, os roteiros não atingem os objetivos como a gente gostaria que atingisse”, reclama.

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