Ghosn é novamente indiciado, desta vez por violação de confiança

Ex-presidente da Nissan Motors está preso, desde novembro do ano passado, por denúncia de fraude.

O empresário franco-brasileiro Carlos Ghosn, de 64 anos, voltou a ser
indiciado pelos promotores de Tóquio, no Japão, desta vez sob acusação
de violação de confiança agravada pela suspeita de transgressão da
legislação financeira. O ex-presidente da Nissan Motors está preso,
desde novembro do ano passado, por denúncia de fraude.

Os promotores alegam que Ghosn transferiu fundos de forma
inapropriada de uma subsidiária da Nissan para uma empresa de negócios
da Arábia Saudita. Há, ainda, a denúncia que ele sonegou cerca de US$ 40
milhões por três anos.

O então assessor direto dele Greg Kelly e a empresa também foram
indiciados por essa acusação. Ghosn, Greg Kelly e a Nissan foram
indiciados por subestimar a renda do franco-brasileiro.

No início desta semana, Ghosn negou qualquer irregularidade. Os
advogados devem encaminhar pedido de pagamento de fiança para libertar o
empresário. Na última audiência na Justiça, o juiz afirmou que ele não
poderia ficar em liberdade sob risco de fuga e destruição de provas.

*Com informações da NHK, emissora pública de televisão do Japão.