Em verdade o primeiro Frozen também foi inesperado. Um maravilhoso filme da Disney que fugia completamente da consagrada e comprovada fórmula da Disney.

De cara subvertem completamente a trope de que o objetivo de vida da princesa é casar, Elsa questiona diretamente Anna e seu príncipe. “Você não pode se casar com um homem que acabou de conhecer!”

A própria música-chefe do filme, Let It Go, na maravilhosa interpretação de Adele Dazeem é o oposto do que costumava ser a Disney. A Branca de Neve cantava “Um Dia Meu Príncipe Virá”, Let It Go fala de parar de cumprir o papel de boazinha, parar de ser a princesa que todos esperam que ela seja, de encarar seus desafios, achar seus limites e superá-los, de não mais chorar.

Elsa não é a princesa triste que todo mundo imagina que um homem grande e forte resolverá todos os problemas, como bem dito no ótimo Detona Ralph 2. Anna cai no conto do Príncipe Encantado só pra descobrir que o príncipe é um canalha, e no final do filme o despacha com um delicioso murro na cara, da forma menos Disney possível.

Ao mesmo tempo a magia da Disney está ali. Frozen não é um filme Anti-Disney, não é uma sátira crítica como Shrek. Frozen mantém os mesmos valores de amizade, lealdade e família de todos os desenhos do estúdio. Anna se sacrifica para salvar a irmã e nisso encontra sua redenção. De novo quebrando os clichês, Kristoff e Anna até flertam de leve mas o filme mostra que ao menos na ficção é possível dois jovens atraentes conviverem sem se pegar.

A notícia de que um segundo filme seria feito foi muito bem recebido, principalmente pelos pais que não aguentam mais tocar Let It Go, mas no fundo todo mundo que gostou do primeiro quer um segundo. E é muita gente. O primeiro filme, de 2013 faturou nada menos que US$1,2 bilhões, é um dos maiores sucessos do cinema de todos os tempos.

Sucesso esse que não vem à toa. Foram US$150 milhões de orçamento e dá pra ver cada centavo, chegaram a desenvolver novas técnicas de simulação de neve só para o filme.

Frozen 2 faz essas técnicas parecerem brinquedo de criança. O teaser-trailer que foi lançado hoje tem um ar épico, sombrio e poderoso. Elsa parece mais Marvel do que Disney, e o oceano… céus, é a melhor versão em CGI do mar que já vi na vida.

O filme estréia em Novembro nos EUA e em Janeiro no Brasil (depois reclamam da pirataria). O teaser-trailer é magnífico em termos de computação gráfica, e tem o mérito de não contar nada da história. Assista:

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