Jair Bolsonaro ganhou as eleições de 2018 para Presidente da República e irá assumir o posto em janeiro de 2019. Nos últimos dias, o novo presidente mostrou um comportamento que deixou muita gente intrigada: bater continência para civis. Ele cometeu essa ação em dois momentos na última semana. A primeira foi no Rio de Janeiro, na última quarta-feira, durante visita do Conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Bolton, assessor do presidente norte americano, Donald Trump.

A segunda foi no domingo, ao repetir o gesto ao jogador Felipe Melo, do Palmeiras, após a vitória do time sobre o Vitória, em São Paulo. O que todo mundo quer saber é, o que esse ato significa? Por que Jair Bolsonaro bate continência para civis?

Continência

No meio das Forças Armadas, bater Continência é um gesto de cumprimento e respeito. A saudação funciona de forma simbólica para pessoas ou símbolos nacionais. É comum que se preste continência para a bandeira do Brasil, para o presidente da Câmara dos Deputados ou ao presidente da Câmara dos Senadores, como também a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Ela também pode ser direcionada a ministros de Estado e representantes de governo estrangeiro.

Para falar a verdade, o cumprimento também é muito usado entre os policiais e bombeiros. Ela deve ser feita em pé, com a movimentação da mão direita em direção à cabeça, com a palma da mão virada para baixo. O decreto 2.243, de junho de 1997, assinado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, explica que, pela continência, “o militar manifesta respeito e apreço aos seus superiores, pares e subordinados”.

Submissão?

Muito se falou que a contingência prestada por Bolsonaro ao representante norte americano era um sinal de submissão da nação ao líder americano. Mas na prática, não é bem assim que as coisas funcionam. A contingência é um sinal de respeito, e quando empregada nesses casos de relação exterior, ela simplesmente significa que se está sendo respeitoso, além de também simbolizar que existe admiração pela pessoa.

Você deve estar se perguntando: e no caso do jogador do Palmeiras, que era um civil, por que a continência foi feita? É simples, todas as vezes que alguém presta continência para um militar, ele precisa prestar de volta. O jogador prestou a homenagem ao presidente, e o mesmo, em sinal de respeito, devolveu o sinal. Basta olhar o comportamento de outros presidentes pelo mundo, que também prestam contingência em sinal de respeito a outras autoridades e militares.

Bolsonaro não está fazendo nada além de seguir suas origens militares.

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