Antifascistas também protestam em Washington

Antifascistas também protestam em Washington
Alex Wroblewski/Getty Images/12.8.2018

Os usuários do site de aluguel de casas Airbnb e os motoristas das plataformas Uber e Lyft foram autorizados a negar serviços aos supremacistas brancos que participarão de uma manifestação neste domingo (12) em frente à Casa Branca, em Washington.

As três companhias divulgaram nesta semana comunicados nos quais não criticam os neonazistas, mas deixam claro que os motoristas ou anfitriões poderão se negar a atender qualquer possível cliente que os deixem incomodados.

Tanto Lyft como Uber enviaram aos motoristas mensagens nas quais lembraram as normas de segurança e o direito de expulsar um passageiro do veículo caso sejam ameaçados.

“A segurança é primordial. Caso se sintam incomodados ou não forem respeitados por um passageiro, podem cancelar a viagem”, explicou em comunicado Darcy Yee, porta-voz do Lyft.

Repetindo Charlottesville

A Airbnb adotou medidas similares ao conceder maior autoridade aos anfitriões para permitir que possam cancelar reservas já efetuadas.

Na trágica manifestação de Charlottesville no ano passado, Airbnb proibiu a reserva de quartos para as pessoas que possivelmente participariam do ato neonazista.

Desta vez, voltou a repetir a medida, negando acesso à plataforma aos que parecem ser simpatizantes do supremacismo branco.

Em declarações à revista Washingtonian, um porta-voz da Airbnb, Nick Papas, garantiu que a equipe da plataforma está comprometida a “perseguir” comportamentos que sejam “opostos” aos seus valores.

Restaurantes se preparam para marcha supremacista

Por outro lado, em preparação para os protestos, a associação de restaurantes da área metropolitana de Washington enviou aos estabelecimentos uma circular com informações jurídicas sobre o direito de recusar clientes de grupos supremacistas e outras organizações políticas.

A manifestação neonazista “Unir a Direita” é realizada no aniversário dos protestos de Charlottesville, na Virgínia, nos quais três pessoas morreram. Os organizadores esperam reunir cerca de 400 pessoas em um parque em frente à Casa Branca.

Enquanto isso, grupos progressistas convocaram um protesto “anti-racista” em outra praça, de onde partirão rumo à mansão presidencial.