Em horário eleitoral, Bolsonaro critica Lula e Haddad liga adversário a ‘onda de violência’

Propaganda na televisão para o segundo turno terá início nesta sexta-feira.

No horário eleitoral gratuitto, Jair Bolsonaro atacou Lula e PT; Fernando Haddad ligou o concorrente à onda de violência.

SELO-ELEIÇÕES-2018-100Na estreia do horário eleitoral gratuito na televisão neste segundo turno, os candidatos à Presidência Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro
(PSL) atacaram um ao outro. O primeiro relaciona os casos de agressões e
violência a apoiadores de Bolsonaro; enquanto o segundo cita Cuba e
Venezuela, insiste nas críticas ao PT, e, em determinado trecho, faz-se
um paralelo entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso e condenado na Lava Jato, e “chefes do tráfico”.

O programa de
Haddad começa com uma narradora anunciando que uma “onda de violência
tomou conta do Brasil” e conta os casos que surgiram durante a semana,
como o assassinato do mestre de capoeira na Bahia, eleitor petista. “Este
é o Brasil de Bolsonaro. Se a violência já chegou neste nível, imagina
se ele fosse presidente”, diz a narradora. Em seguida, aparece Haddad
dizendo que quer “um País de paz” e que “a nossa luta (de sua campanha) é por democracia, que é e sempre será o melhor caminho”.

O ex-ministro também tenta se descolar do sentimento antipetista, quando
diz que “essa campanha não é de um partido, é de todos que querem mudar
pra melhor nosso País”. O programa já incorporou as cores verde e
amarelo e não se diz mais que “Haddad é Lula”.

A figura do ex-presidente só aparece em discurso elogioso ao
ex-prefeito, quando diz que  “em 500 anos de Brasil, nunca tivemos
alguém com a capacidade do Haddad para fazer o que foi feito pra
educação neste País”.

‘Haddad vai ser só um bonequinho de Lula’

Já o programa do PSL tenta capitalizar ao máximo o sentimento
antipetista. Na narração, frases como “vermelho jamais foi a cor da
esperança, é sinal de alerta para o que não queremos no País” e “PT
nunca mais”. O programa compara ainda o Brasil com Venezuela e Cuba, e
cita a criação do Foro de São Paulo como “a semente de um projeto de
doutrinação”. 

Em depoimentos de apoiadores, são feitas duras críticas Haddad e a
Lula, que é chamado de presidiário e chega a ser comparado com chefe de
tráfico. “A maioria dos chefes do tráfico comanda o morro através da
prisão. Haddad vai ser só um bonequinho e o Lula vai ser o cabeça de
tudo”, diz um apoiador. “Acho um absurdo um presidiário, que se está
preso, é tão bandido quanto qualquer outro”, afirma uma apoiadora.

O vídeo também tenta humanizar o candidato, criticado por já ter
dito que sua única filha, de cinco, ter sido resultado de “uma
fraquejada”. No trecho em que fala da menina, se emociona.