sono;dormir (Foto: Pexels)

 

Cientistas da Universidade de Western, em Ontario, Canadá, realizaram, em junho do último ano, o maior estudo sobre o sono já feito até hoje. O teste, que avaliou 44 mil pessoas online ou por meio de outras atividades, chegou à conclusão que grandes quantidades de sono podem ser tão ruins quanto poucas.

Para a realização da pesquisa, os participantes registraram quantas horas dormiram na noite anterior e depois respondiam algumas perguntas de um questionário. Um dos objetivos do estudo, publicado na revista Sleep, era avaliar o impacto que diferentes quantias de sono tinham na mente humana.

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“Nós montamos um questionário bastante extenso. Os voluntários responderam coisas como quais medicamentos eles tomavam, quantos anos tinham, em qual país moravam e que tipo de educação eles receberam. Isso porque esses são fatores que podem contribuir para alguns dos resultados ", disse Adrian Owen, co-autor do estudo, em um comunicado.

Como resultado, o estudo mostrou que as pessoas que tinham menos de quatro horas de sono por noite realizaram atividades cognitivas como se fossem nove anos mais velhas. Por outro lado, as melhores habilidades foram feitas por quem havia dormido entre sete e oito horas na noite anterior – independentemente da idade.

"Descobrimos que a quantidade ideal de sono para manter o cérebro com o melhor desempenho é de 7 a 8 horas todas as noites e isso corresponde à mesma recomendação dos médicos para manter o corpo em forma", disse Conor Wild, principal autor do estudo.

A outra descoberta – e a mais curiosa – é que aqueles que dormiam mais do que essa quantidade de sono também eram prejudicados na realização de suas atividades cotidianas tanto quanto (ou até mais) que os indivíduos que tinham dormido poucas horas.

Em outros estudos já realizados, pesquisadores chegaram à conclusão que 8,5 horas de sono é a quantidade ideal para se dormir durante a noite. Outro ponto é que compensar aos finais de semana as horas mal dormidas nos últimos dias também seria uma boa maneira de descansar e, assim, evitar que a expectativa de vida diminua por falta de descanso.