Faltam poucos dias para os fãs do tênis poderem ver Novak Djokovic novamente em ação. Afastado das quadras desde Wimbledon devido a uma lesão do cotovelo, o sérvio disputará um torneio de exibição em Abu Dhabi a partir de 28 de dezembro ao lado de Dominic Thiem, Kevin Anderson, Pablo Carreno Busta, Roberto Bautista Agut e Andrey Rublev. Preparando-se para o retorno, o tenista relatou o quão difícil foi tomar a decisão de parar de jogar por tanto tempo e diz ter aprendido a lição, já que quer evitar passar por isso novamente.

“Foi uma verdadeira montanha russa nesse último ano com esse problema. Eu nunca havia feito uma cirurgia, nunca tinha tido uma lesão muito séria que me tirasse do circuito por tanto tempo. Nunca havia deixado de participar de um Grand Slam na minha carreira profissional. Foi uma grande decisão. E não consegui tomar essa decisão por muito tempo, até um ponto em que o universo me mandou algo. Eu não conseguia mais jogar, não tinha opção. Foi tipo: ‘é isso, você não consegue mais levantar o braço”, contou em entrevista para o site Sport 360º.

Djoko destacou a importância de ter dado esse “passo para trás”. O tenista disse estar aprendendo a ser mais paciente, algo que ele não considera muito comum entre os outros atletas e que considera parte do mundo em que vivem. Com a temporada acontecendo praticamento o ano todo, o jogador acredita que não tem muito tempo, e, com isso, julga estar sempre procurando por soluções rápidas. “Então é muito importante dar um passo para trás, ter a oportunidade de ver as coisas a partir de uma perspectiva maior e entender o que talvez precise ser feito de maneira diferente no futuro”, frisou.

Djokovic relata período longe das quadras e se diz ansioso pelo retorno

Djokovic deixou o top 10 após uma década e, atualmente, é o número 12 do mundo (Foto: Yann Coatsaliou/AFP)

O sérvio ressaltou também o tempo que teve para curtir a família, especialmente o nascimento de sua segunda filha em setembro, e também a oportunidade de se dedicar a outras coisas além do tênis: “Tive a oportunidade, pela primeira vez desde que comecei a jogar tênis profissionalmente, de ter esse tempo todo para, primeiro relaxar mentalmente, fisicamente, emocionalmente, para me recalibrar, estar junto com minha esposa no nascimento de nossa segunda filha, estar mais também com nosso filho. Mas também pude fazer outras coisas. Tive tempo para fazer coisas além do tênis, coisas que me atraem muito. Pude dedicar um pouco mais do meu tempo para a minha fundação, reuniões, preparar outros projetos”.

Ansioso pelo retorno às quadras, Djoko comentou ainda sobre o torneio de exibição, o qual disputará pela quarta vez: “Sempre tive ótimos momentos na quadra em Abu Dhabi, mas também fora delas. Acho que é um torneio muito agradável de se participar, permite a nós jogadores meio que checar como estamos. E claro, para mim, será o primeiro jogo desde Wimbledon e por isso acho que estou mais ansioso do que os outros tenistas. Me sinto muito acolhido e confortável porque, primeiro, o torneio não conta pontos, mas ainda é muito competitivo”.

“Acho que é um bom equilíbrio entre as duas coisas. A competição permite que você veja como está seu jogo, que você jogue em alto nível com jogadores de qualidade, mas ao mesmo tempo, você não está muito preocupado com ganhar o torneio ou não, apesar de fazer parte da minha natureza querer ganhar todo o jogo. Estou muito ansioso em começar tudo nos termos certos, sem dor e entrar confiante na próxima temporada”, acrescentou.

Djokovic estreia no torneio em Abu Dhabi no dia 29 de dezembro contra o vencedor do duelo entre Rublev e Bautista Agut.

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