Dirigido por três técnicos, Palmeiras decepciona e amarga ano sem títulos

Após desentendimento, Felipe Melo chegou a ser reintegrado ao elenco (Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

A Sociedade Esportiva Palmeiras viveu uma temporada frustrante em 2017. A despeito da série de contratações milionárias, o time alviverde, atrapalhado por problemas internos, encerrou o ano sem títulos após passar pela mão de três técnicos diferentes.

Sem Cuca, que decidiu sair para resolver problemas particulares, o Palmeiras iniciou a temporada sob o comando de Eduardo Baptista. O clube patrocinado pela Crefisa, com o sonho de ganhar a Copa Libertadores, investiu pesado para trazer reforços como Felipe Melo, Alejandro Guerra e Miguel Borja.

No Campeonato Paulista, primeiro desafio da temporada, o Palmeiras encerrou a fase de grupos com a melhor campanha e não teve maiores problemas para eliminar o Novorizontino nas quartas de final. Na semi, porém, acabou superado pela Ponte Preta com direito a derrota por 3 a 0 em Campinas.

O insucesso diante da Ponte Preta arranhou a imagem de Eduardo Baptista, apesar da virada sobre o Peñarol no jogo que terminou em pancadaria pela Copa Libertadores. O técnico acabou dispensado pela diretoria encabeçada por Mauricio Galiotte após um revés diante do boliviano Jorge Wilstermann, ainda na primeira fase do torneio continental.

Dirigido por três técnicos, Palmeiras decepciona e amarga ano sem títulos

Borja melhorou na reta final, mas rendeu abaixo do esperado na temporada (Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press)

Recebido com festa e calças vinho pela torcida, Cuca reestreou com uma goleada sobre o Vasco na primeira rodada do Campeonato Brasileiro. O centroavante colombiano Miguel Borja, já questionado, chegou a marcar dois gols, aumentando a euforia palestrina.

Com a Copa Libertadores como prioridade, Cuca poupou jogadores logo nas primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro, estratégia que custaria caro no final da temporada. Envolvido também na Copa do Brasil, o Palmeiras despachou o Internacional nas oitavas.

A segunda queda na temporada veio justamente no torneio eliminatório nacional. Diante do Cruzeiro, após dois empates, o Palmeiras deu adeus nas quartas de final da Copa do Brasil – no Mineirão, Cuca e Felipe Melo se desentenderam em um episódio que mudou os rumos do time alviverde na temporada.

O polêmico volante acabou afastado e o sentimental treinador se distanciou do elenco. Com o clima conturbado, o Palmeiras perdeu nos pênaltis do Barcelona de Guaiaquil e foi eliminado da Copa Libertadores nas oitavas de final em pleno Palestra Itália. Egídio, bancado por Cuca como titular, errou a cobrança decisiva.

Dirigido por três técnicos, Palmeiras decepciona e amarga ano sem títulos

Maurício Galiotte encerrou temporada com apresentação de Roger Machado (Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press)

Eliminado no Campeonato Paulista, na Copa do Brasil e na Copa Libertadores, o Palmeiras juntou os cacos para correr atrás do prejuízo no Campeonato Brasileiro. Com um elenco farto à disposição, Cuca não conseguiu achar o time ideal e encerrou sua segunda passagem pelo clube com um melancólico empate contra o Bahia.

O auxiliar Alberto Valentim, interino pela quinta vez, assumiu o time a 11 rodadas do fim do Campeonato Brasileiro. Após três vitórias seguidas, o Palmeiras chegou a depender das próprias forças para ganhar o título, mas a derrota contra o arquirrival Corinthians acabou com o sonho do bi.

Sem chances de título, o time dirigido por Alberto Valentim atingiu o objetivo de terminar o Campeonato Brasileiro na segunda colocação, apesar da derrota contra o Atlético-PR na última rodada. Ainda assim, a diretoria resolveu contratar Roger Machado.

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