EUA pedem novas eleições na Venezuela

EUA pedem novas eleições na Venezuela
REUTERS/Andres Martinez Casares/12.02.2019

O embaixador da Rússia na ONU (Organização das Nações Unidas), Vasily Nebenzya, afirmou na terça-feira (12) estar preocupado que se incite a um “derramamento de sangue” na Venezuela e deixou claro que seu país é contra a resolução sobre a crise na nação sul-americana que tenta impulsionar os Estados Unidos no Conselho de Segurança.

Questionado sobre a possibilidade de um conflito armado na Venezuela, Nebenzya afirmou ser algo que lhe preocupa.

“Estou ainda mais preocupado com o incitamento ao derramamento de sangue”, acrescentou, se referindo as ameaças feitas pelo governo americano de uso da força.

Em relação às discussões no Conselho de Segurança, o diplomata insistiu que o projeto de resolução proposto por Washington é “totalmente desequilibrado” e é isso que levou sua delegação a colocar seu próprio texto defendendo a “soberania” da Venezuela e pedindo diálogo.

Nebenzya não quis dizer se seu país vetaria a resolução dos Estados Unidos, pois ainda não há um texto definitivo, mas enfatizou que é “muito lamentável” a tentativa de interferir nos assuntos internos da Venezuela.

Enquanto isso, ele disse que, por enquanto, a Rússia não considera solicitar uma votação sobre sua proposta.

Segundo uma fonte diplomática, os membros do Conselho continuam discutindo sobre a base do texto apresentado pelos EUA, após as primeiras conversas entre os países mais próximos a Washington.

A minuta da resolução americana, à qual a Agência Efe teve acesso, aponta a Assembleia Nacional (Parlamento), de maioria opositora, como “a única instituição escolhida democraticamente na Venezuela” e respalda suas ações.

Nesse sentido, o texto dos EUA sugere que as eleições nas quais Nicolás Maduro foi reeleito não foram “nem livres, nem justas” e pede novo pleito para sair da crise.