Como tradicionalmente ocorre no Ano Novo, o Corinthians usou o seu site oficial e as redes sociais para parabenizar três jogadores que tiveram passagens marcantes pelo clube e fazem aniversário em 1º de janeiro. E, mais uma vez, as lembranças a Paolo Guerrero (34 anos), Viola (49) e Roberto Rivellino (72) dividiram os torcedores.

Quem gera maior discórdia é Guerrero. Autor dos gols do Corinthians no Mundial de Clubes de 2012, o centroavante peruano punido recentemente por doping causou revolta quando deixou o clube, em 2015. Transferiu-se para o Flamengo, atraído por uma proposta mais vantajosa financeiramente, mesmo após prometer só atuar como corintiano no Brasil.

“Guerrero é traidor, mercenário, safado”, sentenciou um torcedor na publicação do Corinthians no Instagram, enquanto outra desenvolveu o argumento. “Guerrero fez gol no Mundial, mas também ganhou para isso. Ou seja, não fez mais do que a obrigação dele. Se fosse ídolo mesmo, honrava muito o manto fora de campo. Respeite a nossa história. Guerrero não é nada!”, atacou a corintiana.

Entre os defensores de Guerrero, que o tratavam como “ídolo”, alguns lembravam que as relações de Viola e Rivellino com o Corinthians também merecem ponderações. “Bom é ver ‘entendedores’ de futebol criticarem o Guerrero e não criticarem o Rivellino e o Viola. História, os três possuem no Corinthians. Escolhas (com impacto em diretoria), os três também tiveram! (…) Hipocrisia é f…”, lamentou um deles.

Revelado pelo Corinthians, Viola é o autor do gol que deu o título do Campeonato Paulista de 1988 ao clube, porém passou pelos rivais Palmeiras e Santos em sua longa trajetória como jogador. Em 2000, estava no Vasco quando o time que o projetou foi campeão mundial no Maracanã. Aposentado, passou a atuar com frequência pela equipe corintiana de veteranos.

Já Rivellino era declaradamente um torcedor do Palmeiras na infância. Maior ídolo da torcida do Corinthians entre as décadas de 1960 e 1970, o Reizinho acabou escorraçado do Parque com a derrota para o grande rival na decisão estadual de 1974. Foi para o Fluminense – time que defendia na histórica Invasão ao Maracanã, em 1976 – com o estigma de jamais ter conquistado um título expressivo como corintiano. Hoje, orgulha-se de um busto em sua homenagem na sede social do clube.

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