No dia 26 de abril de 1986 a população de Pripyat recebeu um aviso que mudaria para sempre suas vidas: todos elas deveriam deixar a cidade imediatamente, pois devido a uma série de erros, uma grande explosão de vapor havia acontecido no reator da unidade 4 da usina nuclear de Chernobyl.

Devido aos riscos da radiação, mais de 49 mil pessoas saíram de suas casas deixando tudo para trás e mesmo tendo se passado mais de 30 anos desde o acidente, o lugar continua sendo um dos mais inóspitos, assustadores e fascinantes do planeta. Só no ano passado mais de 50 mil pessoas visitaram a Zona de Exclusão, área que só é permitida a entrada com uma autorização e se você não entende porque alguém se arriscaria num local como este, o vídeo abaixo pode lhe dar a resposta.

Outra forma de “visitar” a região da famosa usina seria através da ficção e uma mídia que tem feito um bom trabalho neste sentido são os games. Títulos como Call of Duty 4: Modern Warfare e a série S.T.A.L.K.E.R. são alguns que já se arriscaram nessa tarefa. Porém, se você gosta de coisas realmente diferentes, precisa conhecer o Isotopium: Chernobyl.

Desenvolvido pela Remote Games, ele é um jogo que funciona pelo navegador e onde poderemos controlar um tanque pelas ruas de Pripyat enquanto devemos coletar itens para mantê-lo abastecido. O conceito pode não parecer muito empolgante, mas a grande sacada é que os veículos são robôs reais espalhados por uma miniatura da cidade, recebendo nossos comandos a milhares de quilômetros de distância!

Contando com um mapa de 210 m² que passa uma incrível sensação de ser uma cidade em tamanho natural, de acordo com a desenvolvedora no jogo teremos que solucionar quebra-cabeças, participar de missões e lutar pela sobrevivência enquanto exploramos o lugar, com o projeto ainda estando em desenvolvimento.

Porém, como manter algo assim funcionando exige um investimento alto, controlar os tanques exigirá a compra do que podemos chamar de “pacotes de energia”. Assim, para jogarmos por cerca de uma hora teremos que pagar R$ 36, com o passe para cinco hora saindo por R$ 117.

Os valores certamente não são muito convidativos, ainda mais se pensarmos no quão improvável é algo assim funcionar, mas para nos dar um gostinho do que é o Isotopium: Chernobyl, a empresa está oferecendo uma demo que pode ser aproveitada por alguns segundos. Após fazermos o login o jogo procurará por um tanque que esteja livre e no teste que fiz aqui, tudo correu maravilhosamente bem, sem que houvessem atrasos na resposta dos comandos. O problema mesmo acaba sendo a sua curta duração.

Se tudo correr conforme planeja o pessoal da Remote Games, a ideia para o futuro é lançar várias atualizações para o Isotopium: Chernobyl, como passagens secretas e um modo onde deveremos capturar territórios. Se isso realmente acontecer, o brinquedinho criado por eles poderá então deixar de ser uma bela demonstração de tecnologia para se tornar um game bem divertido.

Tudo bem, o Isotopium: Chernobyl pode não ter conseguido matar a minha vontade de conhecer Pripyat, mas pelo menos assim sei que não corro o risco de desenvolver um superpoder ou ver crescer uma terceira orelha.

Fonte: Unilad.

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