Apesar dos altos e baixos econômicos, muitas empresas brasileiras continuam a prosperar num mercado cada vez mais competitivo. Engana-se quem imagina que após ter se tornado uma grande empresa, o jogo do mercado tenha chegado ao fim. Uma vez que com o passar das gerações, os consumidores têm se tornado cada vez mais seletivos e exigentes.

Não é incomum vermos empresas abrindo e fechando suas portas todos os dias, e, se manter por tanto tempo alinhando suas propostas com as tendências e demandas impostas pelo mercado, exige uma visão aprimorada e bastante sagaz. Pensando nisso, hoje, trouxemos para vocês algumas das pessoas que estão por trás de grandes empresas brasileiras e que você pode não conhecer. Confira!

1 – João Appolinário (Polishop)

João Appolinário, depois de ser sócio em um negócio ligado ao mercado de automóveis com sua família, decidiu que deveria abrir o seu próprio. Depois de uma viagem a Miami, o brasileiro voltou com uma ideia. Apesar de algumas pessoas desacreditarem que vender certos produtos pela TV ou telefone funcionaria, João decidiu seguir sua intuição e seguiu em frente.

Um produto teste, um kit de emagrecimento chamado 7 Days Diet, seria o primeiro produto ofertado. O empresário contratou uma transportadora para a entrega da mercadoria e nos primeiros três anos, vendeu 600 mil kits e faturou cerca de 138 milhões de reais. Percebendo o quão promissor era o mercado, João decidiu ampliar seu catálogo de produtos e assim nasceu a Polishop, em 2000.

2 – Caito Maia (Chilli Beans)

Caito Maia morou por sete anos nos Estados Unidos, onde se formou em Música. Na década de 1990, já no Brasil, Caito Maia possuía uma loja de venda de óculos importados, que antecedeu a criação de seu maior negócio, a Chilli Beans, lançada em 1997. Atualmente, a marca é a maior rede sul americana especializa em óculos escuros.

Uma das estratégias de sucesso da franquia foi a instalação de quiosques nos corredores de shoppings, que oferece uma abordagem mais próxima de seus consumidores. A Chilli Beans possui um forte catálogo de produtos que variam de óculos de sol e grau, relógios e até mesmo produtos como meias, cuecas, bolsas, lingeries e bicicletas. Para Caito, incrementar o portfólio é importante, porém, desde que isso não polua o ponto de vendas.

3 – Robinson Shiba (China in Box)

O jovem Robinson Shiba viajou aos Estados Unidos, em 1986, para um intercâmbio para aprimorar seu inglês e foi assaltado. Ele ficaria por um ano no país e para ajudar nas finanças, precisaria trabalhar, devido ao assalto. Ele lavou pratos, entregou pizzas e com isso ele conseguiu perceber como funcionava o mercado de fast food e comidas prontas nos EUA. Quando retornou ao Brasil, em 1988, Shiba já tinha uma ideia do que queria fazer.

Cerca de quatro anos depois, por meio de pesquisas e aprimoramentos, ele abriu a primeira unidade do China in Box, em um bairro da zona sul de São Paulo. Não demorou muito até que o negócio se transformasse em um esquema de franquias. Shiba é o atual presidente do grupo Trendfoods e dono da maior rede de fast food chinês atuante da America Latina, presente em mais de 70 cidades brasileiras.

4 – Clóvis José de Almeida (Frutos do Brasil)

O goiano Clóvis José de Almeida iniciou seu negócio em um cômodo de sua casa no Setor Coimbra, em Goiânia, Goiás, no ano de 2002. A empresa é especializada na venda de picolés com os sabores do cerrado, como mangaba, cajá-manga, graviola e até mesmo pequi. A empresa de Almeida, tem passado por um processo de expansão e atualmente é conhecida como Frutos do Brasil.

A empresa produz cerca de 28 mil picolés e cerca de dois mil litros de sorvete por dia. Os produtos são distribuídos em 58 lojas franqueadas em 3 estados do país.

5 – Silvio Santos (SBT)

Silvio Santos é um dos empreendedores mais conhecidos e bem sucedidos do Brasil. De origem humilde, o homem do baú, como também é conhecido, construiu seu império usando a TV e é parte integrante da cultura pop brasileira. O homem que foi camelô, chegou a trabalhar como locutor de rádio e até mesmo lançou uma revista ao estilo palavras cruzadas antes do SBT.

Mas, engana-se quem acredita que o Sistema Brasileiro de Televisão foi seu primeiro grande negócio. Silvio, em 1958, procurado por Manoel da Nóbrega, tomou frente dos negócios do Baú da Felicidade que não iam nada bem. Ele não apenas conseguiu recuperar a empresa, como ainda expandiu o negócio criando lojas físicas. Somente em 1975 é que ele conseguiu sua primeira concessão para abrir seu canal.

Em 1981, Silvio conseguiu a concessão de mais quatro canais, que passariam então a formar o SBT. Até os anos 2000, o empresário se dedicou a consolidar e expandir seu canal, que é atualmente um dos maiores da TV aberta no Brasil. Em 2006, o homem do baú fundou a Jequiti cosméticos, que vem crescendo no mercado desde sua criação, e inaugurou um hotel no Guarujá.

6 – Flávio Rocha (Riachuelo)

A história da Riachuelo começa muito antes de Flávio Rocha, quem comandou a empresa por mais tempo, ter nascido. A primeira loja abriu suas portas em 1947, fundada pelo pai de Flávio, Nevaldo Rocha, a partir do grupo fundado pela família, o grupo Guararapes. Após seus 70 anos de história, a Riachuelo é um dos negócios inseridos no Grupo Guararapes e já possui quase 300 lojas. Rocha, desde 2005, havia assumido a frente do tal grupo de sua família. O empresário e político deixou seu cargo na empresa em março para concorrer à presidência do Brasil nas eleições de 2018, ainda que tenha desistido da disputa mesmo antes do pleito acontecer. Quem assumiu seu lugar foi o executivo que ocupava o cargo de vice-presidente da empresa, Oswaldo Nunes.

7 – Jorge Paulo Lemman (Ambev)

Jorge Paulo Lemman foi eleito pela sexta vez consecutiva pela revista Forbes como o homem mais rico do Brasil. Lemman no ranking mundial se encontra na 29ª posição. Jorge Paulo, que já foi jogador de tênis, fundou uma das maiores cervejarias do mundo, a Ambev, em 1999. A criação da empresa foi feita junto de Carlos Alberto Sicupira, amigo que conheceu durante uma pesca submarina.

O patrimônio de Jorge Paulo é estimado em 25,8 bilhões de dólares (agosto de 2018). A Ambev nasceu da fusão entre a Companhia Antarctica Paulista e a Companhia Cervejaria Brahma, e domina uma grande fatia do mercado brasileiro de bebidas. Em 2004, a Ambev foi incorporada a empresa belga Interbrew, e da fusão, nasceu a InBev.

Então pessoal, o que acharam da matéria? Deixem nos comentários a sua opinião e não esqueçam de compartilhar com os amigos.

Essa matéria Conheça quem está por trás dessas 7 grandes empresas brasileiras foi criada pelo site Fatos Desconhecidos. E somente copiada por esse portal.