Na geleira de Pine Island, na Antártida, existe uma grande fenda de quase 30 km. Ela começou em uma plataforma de gelo, aonde o gelo toca águas do oceano que estão em uma temperatura mais elevada. Esse fenômeno vai levando ao derretimento gradual do bloco de gelo. A descoberta foi feita através de imagens de satélite, com fotos que foram captadas de 17 de setembro a 1° de outubro deste ano. Essa fenda está se expandindo cada vez mais, deixando a ameaça de a qualquer momento se romper e formar um gigantesco iceberg.

Segundo Stef Lhermitte, professor do Departamento de Geociências e Remotas na Universidade de Tecnologia de Delft, na Holanda, a fenda só tem cerca de 10 km antes de se soltar e se transformar em um iceberg.

Tamanho do iceberg

Como indica na foto acima, a área em vermelho é o pedaço que pode vir a se soltar. Se o bloco se romper, o iceberg pode chegar a ter até 300 quilômetros quadrados. Isso é maior do que o último iceberg que se rompeu na região, em 2017. Ele tinha cerca de 267  quilômetros quadrados. Isso é o equivalente a 4 ou 5 vezes mais o tamanho do distrito de Manhattan.  Se ele for maior do que isso, ganhará um nome para identificação própria. O professor Lhermitte afirmou que essa ruptura pode acontecer nos próximos meses, ou até semanas. “Espero que aconteça daqui a algum tempo neste verão antártico“, chegou a afirmar.

Uma vez que a ruptura aconteça, o iceberg, provavelmente, ficará congelado e suspenso no mar na Antártida. Mas devido as correntes oceânicas, ele acabará indo para o norte, aonde se derreterá em águas mais quentes, segundo o professor Lhermitte.

Mistério

A possível ruptura desse novo iceberg nos próximos dias é mais um capítulo em fenômeno que vem acontecendo na região. Ele é a sexta quebra de iceberg no local desde 2001. Por mais que esse tipo de rompimento seja normal, ele se torna atípico devido a alta frequência com que está acontecendo. O professor Lhermitte afirmou que é difícil dizer o porquê  Pine Island está perdendo tanto gelo.

“A razão pela qual temos esse aumento de água morna é relacionada ao clima, mas é muito difícil dizer se isso está relacionado às mudanças climáticas. A Antártida é um continente muito sensível para mudanças climáticas. Mas, para esse iceberg específico, é impossível inferir isso”, disse o professor.

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