Caso de Suzano não mudará atuação da Bancada da Bala, diz líder

Deputado federal Capitão Augusto enta minimizar tragédia de Suzano na defesa de grupos pró-armas.

Os cinco alunos assassinados tinham entre 15 e 17 anos de idade. Também foram mortos duas funcionárias do colégio e o proprietário de uma loja.

Congressistas da Frente Parlamentar de Segurança Pública, conhecida como
Bancada da Bala, não vão recuar na intenção de aprovar a permissão para
porte de armas. A avaliação é do líder da bancada, o deputado federal
Capitão Augusto, que tenta minimizar tragédia de Suzano na defesa de
grupos pró-armas.

“É óbvio que grupos desarmamentistas vão tentar usar essa tragédia para
tentar demonizar as armas. Não há legislação no mundo capaz de evitar
uma tragédia como essa. Se alguém na escola tivesse uma arma, a história
poderia ser outra”.

Para o parlamentar, a bancada já tem força o suficiente para aprovar a
medida. Na conta dele, a frente será lançada até o dia 20, com mais de
300 nomes favoráveis a medida.

“Não altera nossa agenda. Vamos dar o direito do cidadão de bem se defender”.

Durante a tarde, a Câmara dos Deputados fez um minuto de silêncio em
favor das vítimas da tragédia que deixou dez mortos e oito feridos.

Um dos expoentes da Bancada da Bala, o senador Major Olimpo (PSL-SP)
também disse nesta quarta-feira (13), em reunião da Comissão de
Constituição de Justiça (CCJ) do Senado Federal, que, se algum
funcionário da escola portasse arma de fogo, a tragédia que aconteceu
nesta manhã em uma escola de Suzano, na Grande São Paulo, seria
minimizada.

Oito pessoas foram assassinadas, entre funcionários e alunos da
instituição. Os atiradores, de 25 e 17 anos, se suicidaram. “Se tivesse
um cidadão com uma arma regular dentro da escola, professor, servente,
policial aposentado trabalhando lá, ele poderia ter minimizado o tamanho
da tragédia”, discursou.

O senador atacou fortemente o Estatuto do Desarmamento e os críticos do
decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) que flexibilizou
as regras para obtenção da posse de arma. Para o parlamentar, apesar do
decreto presidencial, a legislação continua muito restritiva e peca por
omissão.

“Não podemos deixar que os aproveitadores se utilizem da tragédia para
falar que o desarmamento é solução”, escreveu o parlamentar em seu
último tuíte.