Cesare Battisti é preso em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia

Cesare Battisti é preso em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia
Reprodução Facebook

O governo italiano e partidos de diferentes orientações comemoraram a prisão de Cesare Battisti, em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. O primeiro-ministro da Itália anunciou que um avião foi enviado ao país e agora aguarda o trâmite legal para que o condenado por terrorismo na Itália possa ser deportado. A operação que prendeu Battisti na Bolívia contava com membros da polícia italiana.

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O embaixador da Itália no Brasil, Antonio Bernardini, foi um dos primeiros a comentar. “Battisti está preso! A democracia é mais forte do que o terrorismo”, escreveu nas redes sociais.

Cesare Battisti poderia ser extraditado para a Itália ainda nesta semana. Mas existe uma questão legal ainda a ser resolvida para determinar se ele poderia ser enviado direto da Bolívia para a Itália ou se teria de passar primeiro pelo Brasil.

O ministro do Interior da Itália e líder de um partido de extrema-direita, Matteo Salvini, também comemorou. Segundo ele, um criminoso “não merece uma vida confortável na praia, mas terminar seus dias na prisão”.

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Com uma imagem de Battisti na praia, o ministro italiano agradeceu “de coração ao presidente Jair Bolsonaro e ao novo governo brasileiro que mudou o clima político que permitiu essa prisão”. “Acabou a bendição”, insistiu.

Durante a madrugada, o filho do presidente Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, também mandou uma mensagem para o político italiano. “O Brasil não é mais terra de bandido. Matteo Salvini, um presentinho está chegando”, escreveu.

Nesta manhã, o presidente Jair Bolsonaro usou as redes sociais para celebrar a prisão de Battisti e aproveitou a ocasião para criticar o apoio prestado pelo PT ao italiano.

Entenda o caso

Cesare Battisti, de 63 anos, foi condenado na Itália por homicídios e vivia em São Paulo. Ex-membro do grupo Proletários Armados pelo Comunismo, um braço das Brigadas Vermelhas, ele foi condenado à prisão perpétua na Itália por quatro homicídios na década de 1970, dos quais se declara inocente.

Ele passou 30 anos como fugitivo entre o México e a França e, em 2004, veio para o Brasil, onde permaneceu escondido durante três anos, até ser detido em 2007.

Em 2009, o STF autorizou a extradição em uma decisão não vinculativa que dava a palavra final ao então presidente Lula, que a rejeitou em 2010, no último dia do segundo mandato e o ato foi confirmado pelo STF.