Sabe qual é a última do Noblat?

Sabe qual é a última do Noblat?
Reprodução/YouTube

Sabe qual é a última do Noblat? No meio político, a pergunta é uma piada. Autor de falhas históricas, o jornalista Ricardo Noblat, do jornal O Globo e da revista Veja, caiu em absoluto descrédito até mesmo entre seus pares. E quer saber qual é a última do Noblat? Uma notícia falsa justamente sobre colegas de profissão.

Hoje pela manhã, Noblat publicou estas duas notas: 1) “Ordens dos mais asltos (sic) escalões das TVs Record e Bandeirantes foram dadas para que o jornalismo das duas emissoras produzam (sic) reportagens contra Fernando Haddad, candidato do PT à presidência da República, e demais políticos de outros partidos que se aliem a ele”; 2) “É de desolução (sic), de revolta e, em alguns casos, até de choro o clima no jornalismo das duas emissoras. Ciro Gomes, ex-candidato do PDT, será um dos primeiros alvos de tais reportagens”.

Os erros contra a língua portuguesa só não são mais graves que o de informação. As notas são mentirosas. O jornalista Ricardo Boechat, apresentador da TV Bandeirantes e da rádio Band News, rebateu imediatamente as acusações de Noblat. Em seu programa na rádio, Boechat lembrou que alguém que empresta sua pena para Veja e O Globo não pode ter autoridade para questionar a lisura de duas empresas concorrentes.

É um ataque não somente às emissoras, mas também, como deixou claro o apresentador da Band, contra seus colegas. E, quando um jornalista se volta para futricas e maledicências do próprio mercado, é que sua fonte secou e o desespero bateu.

O comportamento pode ser reflexo da revolta dos leitores às criações do colunista. Às 17h43 de domingo, enquanto o País aguardava com ansiedade os resultados das pesquisas de boca-de-urna, Noblat veio com esta: “A pesquisa Ibope de boca urna deverá confirmar a eleição de Bolsonaro em primeiro turno”. Prontamente, a nota virou piada entre jornalistas e políticos: “significa que vai ter segundo turno”. O resultado todos já conhecem.

É preciso muito esforço para virar motivo de chacota no próprio meio. Mas Noblat tem um talento raro. Foi ele, por exemplo, que anunciou a “renúncia” de Michel Temer em maio de 2017. Em março deste ano, escreveu que um ministro próximo do presidente informou que dificilmente haveria eleição em outubro. O mandato de Temer e as eleições caminham a passos largos para o fim de ciclo. Além de plantar fake news que poderiam provocar um furacão institucional no País, Noblat usa a coluna para fazer piadas de gosto duvidoso, como as que fez com a internação do presidente da República e com o incêndio do Museu Nacional.

Jornalistas erram. Afinal, errar é humano. Persistir em erro é Noblat.