Após voltar a Série A sem fazer uma boa campanha na Segundona, o Vasco iniciou a temporada sob forte desconfiança da torcida. Mesmo com fracas campanhas no Campeonato Carioca e Copa do Brasil, a sétima colocação no Campeonato Brasileiro, com a classificação para a Libertadores, coroou a retorno do time à do futebol nacional.

Se dentro de campo, a situação melhorou ao longo da temporada, fora de casa o clima é de indefinição. A eleição para presidente do clube aconteceu, mas o resultado ainda depende da justiça. Uma urna, que está sub judice, vai determinar se o atual mandatário, Eurico Miranda, segue no comando na Colina, ou Julio Brant, candidato de oposição, será o vencedor do pleito.

A disputa política foi motivo de diversos problemas no Vasco e teve seu momento mais tenso durante o Campeonato Brasileiro. Após perder clássico para o Flamengo, a torcida promoveu um quebra-quebra dentro e fora do estádio. O clube foi punido com a perda de sete mando de campo.

Vasco ainda não sabe quem será seu presidente na próxima temporada (Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br)

Na temporada, o Vasco teve três técnicos. Começou o ano com Cristóvão Borges frente da equipe. No entanto, ele não resistiu ao início de ano ruim e foi demitido ainda durante o Campeonato Carioca. Em seu lugar entrou Milton Mendes, que bateu de frente com as principais lideranças do elenco. O zagueiro Rodrigo foi negociado e o meia Nenê chegou a ser afastado.

Depois de algumas polêmicas, entre elas com o próprio Rodrigo, após a partida contra a Ponte Preta, em Campinas, Milton Mendes foi demitido. Neste momento, os cruzmaltina estavam próximos da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Quem chegou foi Zé Ricardo, recém-saído do rival Flamengo. Com um bom trabalho, o comandante levou o Vasco a uma reação no returno da Série A, que culminou na vaga para a Libertadores.

Nos números mostram que o ano não foi tão bom para o Vasco. Em 60 partidas no ano, foram 26 vitórias, 156 empates e 18 derrotas. O ataque, problema na temporada, marcou somente 65 gols e a defesa levou 69, com um saldo negativo de 4. O artilheiro mais uma vez foi o meia Nenê, com 13 gols.

CAMPEONATO CARIOCA

Atual bicampeão estadual, o Vasco entre na disputa enfraquecido e viu isso logo na estreia, quando foi derrotado por 3 a 0 pelo Fluminense. Mesmo assim, os cruzmaltinos conseguiram a classificação para a semifinal da Taça Guanabara, mas acabaram derrotados pelo Flamengo.

Na Taça Rio, sob o comando de Milton Mendes, o Vasco conseguiu fazer boa campanha e chegou a semifinal como líder do grupo. Na semifinal, segurou o empate com o Flamengo, que o levou a decisão. Na final, uma boa atuação contra o Botafogo fez a torcida comemorar o único troféu no ano.

Ano do Vasco tem ressurgimento dentro de campo e indefinição fora dele

A conquista da Taça Rio foi o único título que a torcida cruzmaltina pode comemorar na temporada (Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br)

Só que na semifinal do Estadual, o adversário foi novamente o Fluminense. Assim como na estreia, o Vasco foi dominado pelo rival e novamente perdeu por 3 a 0, sendo o fim do sonho do tri.

COPA DO BRASIL

O mau início de temporada se refletiu na Copa do Brasil. Sem brilho, o Vasco passou pelas duas primeiras fases com vitórias sobre Santos-AP e Vila Nova-GO.

No entanto, ainda na Terceira Fase, o adversário foi o Vitória. O Vasco não fez valer o mando de campo e ficou no empate por 1 a 1 em São Januário. No Barradão, a derrota por 1 a 0 decretou a eliminação precoce na competição. O resultado culminou na demissão de Cristóvão Borges.

CAMPEONATO BRASILEIRO

Sob desconfiança e medo e novo rebaixamento, o Vasco iniciou a campanha na Série A sendo goleado pelo atual campeão Palmeiras. No entanto, as boas atuações em São Januário serviam para deixar a equipe longe das últimas posições. Só que a derrota em casa para o Flamengo, e a briga generalizada em Januário, fizeram com que o clube fosse punido com a perda de sete mandos de campo.

Longe do seu estádio, o Vasco passou a sofrer com os maus resultados. Dos sete jogos, os cruzmaltinos venceram apenas um, contra os reservas do Grêmio. Além disso, foram mais três empates e três derrotas. Com isso, os vascaínos caíram na classificação e chegaram a lutar contra o rebaixamento. Com isso, a diretoria demitiu Milton Mendes e optou pela chegada de Zé Ricardo.

Ano do Vasco tem ressurgimento dentro de campo e indefinição fora dele

Vasco conseguiu uma boa campanha no Brasileirão e garantiu sua vaga na Copa Libertadores (Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br)

Com muitos garotos oriundos da base do clube, o Vasco conseguiu se reerguer. Nomes como Paulinho, o jogador mais novo a fazer um gol na Série A, Mateus Vital, Paulo Vitor, entre outros, os cruzmaltinos deixaram a lembrança de um elenco envelhecido para trás.

Sob seu comando, o Vasco iniciou uma reação dentro da Série A. A equipe chegou a ficar 11 rodadas sem perder. Com isso, a briga que era contra a degola, passou a ser pela Libertadores. Os cruzmaltinos sentiram o momento e desperdiçaram diversas chances de entrar na zona de classificação para a competição sul-americana.

A tão sonhada vaga para a Libertadores só foi confirmada na última rodada do Campeonato Brasileiro. Contra a já rebaixada Ponte Preta, os gols dos garotos Paulinho e Mateus Vital decretaram a classificação para a competição.

PERSPECTIVAS PARA 2018

Com a classificação para a Libertadores, o pensamento da diretoria cruzmaltina é de contratar reforços com o espírito do torneio. No entanto, com as dificuldades financeiras, os dirigentes rechaçam qualquer grande investimento. O atacante Luís Fabiano, que sofreu com lesões em 2017, sacramentou a permanência para 2018.

O técnico Zé Ricardo terá pouco tempo de trabalho na próxima temporada. O Vasco estreia no Campeonato Carioca no dia 17 de janeiro e inicia a campanha na Libertadores no fim do mesmo mês. Como entrou nas Fases Preliminares, os cariocas precisam passar por dois mata-matas para se garantirem na fase de Grupos.

Ano do Vasco tem ressurgimento dentro de campo e indefinição fora dele

Zé Ricardo começa a temporada de 2018 no comando do Cruzmaltino (Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br)

Se dentro de campo, planejamento já foi traçado, fora dele a situação da eleição tem toda o jeito que vai demorar a ser resolvida. A urna 7, que precisa ser periciada, é alvo de diversas ações por parte dos dirigentes cruzmaltinos. Somente após a decisão judicial, a vida política do clube será retomada.

ESTATÍSTICAS

Jogos: 60
Vitórias: 26
Empates: 16
Derrotas: 18
Gols Pro: 65
Gols Contra: 69
Saldo de gols: -4
Artilharia:
Nenê – 13
Luís Fabiano – 6
Thalles – 6

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