O músico Amadeus Wolfgang Mozart (Foto: Wikimedia Commons )

A capacidade de reconhecer cada nota que chega ao nosso ouvido, seja ela musical ou não, é chamada de "ouvido absoluto". Alguns gênios da história da música, como Beethoven e Mozart, tinham esse dom que tem relação com a genética, de acordo com estudo publicado nesta semana na revista Neuroscience.

Para o estudo, os pesquisadores da Universidade York, em Toronto, no Canadá, usaram máquinas de RMI para analisar a estrutura e a atividade cerebral de 61 voluntários. Os participantes foram divididos em três grupos: músicos com o ouvido absoluto, músicos que têm habilidade similar e pessoas pouco ou quase nada de treinamento musical.

Os exames mostraram poucas diferenças entre o grupo que não tinha treinamento musical e os músicos com habilidade similar ao ouvido perfeito. Segundo o estudo, os participantes que têm a afinação perfeita mostraram um córtex auditivo maior e que, possivelmente, pareceu aumentar a resposta a sons de baixa frequência.

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Os resultados contrastam com outros estudos feitos anteriormente, que mostram que os músicos com o dom do ouvido perfeito deveriam treinar desde muito cedo, ainda crianças. Conclusão diferente das descobertas feitas pelos pesquisadores do novo estudo, que apontam que 20% dos músicos com afinação perfeita não tinham treinamento formal até, pelo menos, o início da adolescência. 

"Nossas descobertas sugerem que a genética pode desempenhar um papel importante no neurodesenvolvimento para a habilidade do ouvido perfeito", concluiu um dos autores do estudo.

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