A Agência Central de Inteligência, ou como é mais conhecida, a CIA, foi criada em 1947, na tentativa de ajudar a Casa Branca a acompanhar ameaças exteriores ao governo dos Estados Unidos. A CIA era uma derivação do Escritório de Serviços Estratégicos, que tinha como atividade a caça à nazistas e paramilitares.

A CIA, em um período pós-guerra, era uma organização de espionagem. O que não a impedia de criar alguns programas que iam muito além da espionagem. Estudos que cruzavam a inteligência militar e o controle da mente, por exemplo, são alguns desses supostos programas. Hoje, trouxemos alguns exemplos de programas desenvolvidos pela agência de inteligência norte americana que você pode não conhecer. Confira!

1 – Strawberry Fields

Segundo uma nova linha de “Guerra ao Terrorismo”, a CIA teria solicitado ao governo dos EUA a criação de um prisão secreta onde os terroristas seriam levados, e onde práticas arbitrárias poderiam acontecer. Na prisão da Baía de Guantánamo existe uma outra cadeia. Ela foi chamada de Strawberry Fields, onde os prisioneiros da CIA deverão ficar encarcerados para sempre. As atividades na prisão concentram-se em extrair informações dos prisioneiros usando técnicas especiais. Simulações de afogamento são uma delas.

2 – Clínicas de imunização em Abbottabad

A CIA e a inteligência miliar dos EUA traçaram um plano bastante engenhoso para capturar Osama bin Laden, com o auxilio de Shakil Afridi, em 2011. Foram criadas clínicas de imunização contra hepatite B próximas a um complexo suspeito, onde supostamente bin Laden estaria escondido, em Abbottabad, no Paquistão.

Enquanto as pessoas recebiam medicações nesses lugares, um pouco de seu sangue era coletado para testes de DNA, para tentar localizar o terrorista e seus aliados. Alguns meses depois, o complexo onde o terrorista estava escondido foi invado pelas forças militares estadunidenses e, poucas horas depois, o então presidente Barack Obama anunciou a morte do líder da al-Qaeda.

3 – Programa Phoenix

Aparentemente, os resultados durante a guerra no Vietnã foram manipulados. As forças militares dos EUA queriam acreditar que tanto eles, quanto o Vietnã do Sul, estavam vencendo, enquanto a CIA tinha ciência de que, na verdade, eles estavam perdendo. A CIA sabia que os militares não queriam revelar evidências de incompetência e de inteligência.

O programa de contra-insurgência, sob o comando do general William Westmoreland e administrado por Robert Komer, representa exatamente o desperdício de tempo e das forças de inteligência militar. Em 1967, com o tal programa, estabeleceu-se um centro onde simpatizantes comunistas eram mantidos e torturados. Ao menos 20 mil vietnamitas foram mortos na operação.

4 – Baía dos Porcos

Quando as forças de Fidel Castro destronaram o presidente cubano Fulgêncio Batista, em 1959, ninguém ficou mais surpreso do que os comandos militares dos EUA. Batista era um aliado dos Estados Unidos e das empresas que investiam na ilha. No início da década de 1960, um plano foi traçado pela CIA para invadir Cuba. Depois da eleição de John F. Kennedy, esse plano ganhou continuidade.

O primeiro estágio do plano, que consistia em bombardear aeródromos cubanos com um avião partindo da Nicarágua, falhou. Castro, que já sabia da invasão, já se encontrava pronto para reagir. Quando 1400 homens surgiram na Baía dos Porcos, na chamada Brigada 2506, em abril de 1961, os militares cubanos estavam a postos. Em dois dias, 100 membros da brigada foram mortos e 1200 outros se renderam.

O governo cubano decidiu então devolver os exilados capturados para os Estados Unidos em troca de comida, remédios, entre outros mantimentos.

5 – Assassinato do presidente eleito do Congo

Em junho de 1960, a República Democrática do Congo se tornou uma das primeiras a expulsar os governos coloniais europeus do continente africano. O presidente recém eleito Patrice Lumumba tentou efetuar o processo de descolonização ainda durante a Guerra Fria. Lumumba até mesmo pediu a ONU para que lhe ajudasse a combater o exército belga que ajudava seus rivais com um golpe.

A ajuda por parte da ONU nunca chegou. Na verdade, a CIA, através do químico Sidney Gottlieb teria desenvolvido uma poção que deveria servir para assassinar o presidente. Gottlieb voou até o Congo com uma bolsa repleta de seringas e venenos que foram entregues ao agente da CIA no país, Larry Devlin. Devlin deveria envenenar Lumumba a qualquer custo, no entanto, o homem enterrou os venenos no chão.

Porém, a CIA acabou financiando uma rivalização sob o comando de Joseph Mobutu, que capturou Lumumba e o matou. Nos anos seguintes, os EUA ajudaram Mobutu a ganhar o controle do Congo.

6 – Operação Mockingbird

A CIA, por muitas vezes, adotou estratégias de inteligência soviéticas. Na década de 1950, eles pretendiam “cultivar” jornalistas americanos e europeus, através de pagamentos e bajulação. Além de jornalistas trabalhando com espiões em países estrangeiros. Muitas pessoas eram coagidas, como editores de jornais, para alterar notícias, de modo que a CIA parecesse algo bom.

Em 1977, Carl Bernstein escreveu um artigo sobre a relação entre a mídia estadunidense e a CIA. Nomes como CBS, Time e o The New York Times foram citados. Mais tarde, um livro expôs a relação entre a CIA e a proprietária do The Washington Post, Katharine Graham.

7 – MK Ultra e o controle mental

Basicamente, desde a sua criação, a CIA deu início a pesquisas sobre o controle da mente. De 1948 a 1950, o projeto Bluebird testou diversas formas para desenvolver técnicas de interrogatório especiais, utilizando drogas como metanfetaminas, heroína e LSD. A hipnose também foi testada como método de controle mental. Alguns dos primeiros participantes foram dois prisioneiros russos transportados da Alemanha para uma prisão secreta da CIA no Panamá.

Diversos outros programas do tipo surgiram ao redor do mundo. O famoso MK Ultra envolvia administração de LSD em presos federais por 77 dias consecutivos. O cientista Frank Olson teria recebido um injeção de LSD sem seu conhecimento, e alguns dias depois, ele teria se jogado de uma janela. O programa foi encerrado em 1977. No entanto, algumas pessoas acreditam que eles apenas mudaram o nome do programa e continuaram as ações clandestinamente.

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