A política do pão e circo é conhecida por praticamente todo mundo. Arenas cheias de pessoas para ver o espetáculo feito pelos gladiadores com os homens lutando entre si. Esses guerreiros escutavam, praticamente ao mesmo tempo, gritos, aplausos e gritos de dor de outros lutadores.

Quando um gladiador esperava para entrar na arena, ele estava envolto por vários sinais da morte. Até o momento que ele realmente fosse sair para a arena e ver se aquele seria ou não seu último momento vivo. A vida desses lutadores não era fácil e muito menos com algum glamour. Falamos aqui uns fatos sobre a vida dos gladiadores.

1 – Saída da arena

É claro que a morte era uma constante nas lutas entre gladiadores, e dependia da forma como o gladiador morria, para ver como ele seria tirado da arena. Se ele tivesse enfrentado sua morte de uma maneira honrosa e tivesse sido morto pelo seu oponente, ele era carregado para fora da arena e tinha sua dignidade intacta.

Agora, se um gladiador tivesse gritado na batalha, o que era tomado como um sinal de fraqueza, ou até mesmo pedido misericórdia na hora da luta, isso lhe daria o título de covarde e faria que quando sua vida fosse tirada, o corpo do gladiador fosse arrastado pela arena, já que ele havia se contaminado por sua covardia.

2 – Realmente morto

Forjar a morte poderia ser uma coisa tentadora para os gladiadores. Se eles recebessem um golpe meio duvidoso poderiam cair no chão, cobertos de sangue, e por ali ficar até serem tirados da arena e depois saírem com vida de lá. Isso poderia até acontecer, mas os romanos tomavam providências para que isso não ocorresse.

Depois que os gladiadores eram mortos, quando eles eram retirados da arena eram levados para uma sala onde sua armadura era retirada e eles recebiam um corte na garganta. Se o gladiador tivesse forjado sua morte, ele sangraria até a morte. E os gladiadores sem honras, os que pediram misericórdia na luta, eram golpeados com uma pedra grande ou um taco no chão da arena mesmo.

3 – Escravos fantasiados

Existem vários relatos de como os escravos se certificavam que os gladiadores estavam mortos. Em um túmulo de gladiadores de 70 d.C, lâmpadas decoradas foram achadas mostrando a imagem de Anúbis, o deus egípcio do submundo. Os escravos se vestiam como deuses para tirar os mortos da arena e darem mais emoção ao show.

Além de Anúbis, eles também se vestiam de Charun, um demônio da morte etrusca e Hermes Psychopompus, aquele que guia as almas para o submundo. Quando os escravos iam até o gladiador, Charun dava uma martelada na cabeça e Hermes esfaqueava o corpo com uma vara de ferro quente.

4 – Gladiadores

Dos homens que se tornavam gladiadores, existiam os que eram livres, mas a maioria eram aqueles que tinham sido capturados nas guerras ou que eram escravos. Mas até mesmo os que foram comprados para serem gladiadores não eram apenas jogados na arena, eles recebiam treinamento.

Nas escolas de gladiadores, eles aprendiam a usar várias armas e fazer um show para que o público ficasse do seu lado. Os únicos que eram colocados na arena sem nenhum tipo de treinamento, eram aqueles que estavam condenados à morte, porque eles não poderiam sair da arena com vida.

5 – Encarando a morte

Uma coisa que os gladiadores aprendiam na escola era como encarar a morte, isso era chamado de ludus. Eles eram ensinados a ter um contato visual certo e uma postura correta para que seu destino fosse decidido na arena.

Quando o gladiador recebia um golpe que o derrotava, ele olhava para seu oponente e se ele parecesse assustado ou com dor, aquilo era tomado como um sinal de fraqueza e ele era sentenciado à morte. Mas se ele encarasse seu adversário com um olhar desafiador e não piscasse, sua vida era poupada e ele poderia entreter o público em lutas futuras.

6 – Sem luta

A luta na arena para o puro divertimento do público não era uma coisa que todos os gladiadores estavam dispostos a fazer. Vários relatos mostram que os prisioneiros de guerra preferiam tirar suas próprias vidas do que lutar para entreter os romanos.

Um dos relatos diz que um político do século IV teve 20 gladiadores para um evento e quando foi a hora dos homens lutarem, todos se mataram. Outro caso, um prisioneiro de guerra colocou a cabeça na roda móvel da carroça, o que fez com que seu pescoço se quebrasse.

7 – Bebida

Nas lutas, quando um gladiador levava um golpe onde seu sangue começava a jorrar, era comum ver um homem correndo em direção do gladiador ferido e se ajoelhando a seu lado para beber seu sangue. Ele faria isso porque era epiléptico e tinha sido receitado beber o sangue de um gladiador.

Se o gladiador tivesse sido estripado, várias pessoas correriam para pegar o fígado do homem. Os epilépticos eram receitados a comer nove doses separadas do fígado de gladiador para que suas dores de cabeça acabassem.

Essa matéria 7 fatos sangrentos sobre a vida dos gladiadores foi criada pelo site Fatos Desconhecidos. E somente copiada por esse portal.