E o Brasil teve sua presidente deposta.

O Senado sacramentou o impeachment de Dilma Rousseff.

61 votos contra 20.

O processo já havia sido aprovado na Câmara dos Deputados.

A contribuição de Dilma mais relevante ao esporte.

O prêmio aos irresponsáveis, corruptos, incompetentes dirigentes de clubes de futebol do Brasil. Nunca na história deste pobre país se viu tamanha farra com o dinheiro público.

Conduzida pela bancada da Bola, deputados, senadores, ministros, de todos os partidos, convenceram Dilma. Além de parcelar a dívida de R$ 4 bilhões que os clubes deviam ao governo, ela fez mais. Dar incríveis descontos que para quem aderir à sua medida provisória.

Além de 20 anos de parcelamento, a revelação. Se os clubes tiverem a decência de pagarem em dia, a dívida caiu para R$ 1,7 bilhão. R$ 2,3 bilhões de desconto.

Indecente.

Vá um cidadão parar de pagar seus impostos.

Pedir a redução de mais de 50%.

E dividir a dívida em 20 anos.

Será preso.

Ou considerado um louco.

No governo Dilma, a Fifa fez a Copa mais cara de todos os tempos.

Com faturamento de R$ 4 bilhões limpos para Blatter & Cia.

Arenas superfaturadas e elefantes brancos se misturaram.

Dinheiro público jogado no lixo.

Vai embora Dilma da caxirola, da Copa, da Olimpíada, do perdão de R$ 2,3 bilhões de perdão para irresponsáveis, corruptos. Assume Temer e sua touca. Nada mudará. O esporte seguirá como mero ópio nas mãos dos políticos...

Ou melhor, no bolso de aproveitadores.

A Olimpíada de R$ 37 bilhões.

R$ 15 bilhões de dinheiro público.

Do lado esportivo não há a menor dúvida.

Dilma não deixará a menor saudade.

Como também não deixou Lula.

Nem Fernando Henrique...

Enquanto não houver uma política esportiva verdadeira, será sempre da mesma maneira. Principalmente o futebol. Usado como ópio, para iludir, distrair a população.

As eleições presidenciais neste país, desde quando os militares voltaram para as casernas, sempre acontecem de quatro em quatro anos. Nos anos em que a Copa do Mundo de futebol é disputada. Não é por acaso.

Políticos sempre usaram e abusaram do futebol.

E nunca trouxeram benefício.

É por causa deles que existem a CBF e as Federações.

Eles estimulam o atraso, o coronelismo.

O resultado está na falência dos grandes clubes.

Nos vexames internacionais da Seleção Brasileira.

Ministros de Esporte são escolhidos com 'critério'.

Mera acomodação política.

Nunca capacidade, conhecimento da área.

Apenas outro tapa na cara do sistema.

FHC, Collor, Dilma, Temer, Aécio, Lula...

Todos só sugaram o potencial eleitoral do esporte.

Correram atrás de votos.

Desperdiçaram dinheiro público.

Favoreceram ladrões, coronéis, empreiteiras.

Por isso, não há motivo para festa hoje.

Nem tristeza.

Para o futebol hoje, dia 31/08/2016, há uma certeza.

Com a saída de Dilma e a chegada de Temer.

Nada vai mudar...
Vai embora Dilma da caxirola, da Copa, da Olimpíada, do perdão de R$ 2,3 bilhões de perdão para irresponsáveis, corruptos. Assume Temer e sua touca. Nada mudará. O esporte seguirá como mero ópio nas mãos dos políticos...