O artista visual pernambucano Tunga morreu nesta segunda-feira (6/6) em decorrência de um câncer. Um dos grandes nomes da arte contemporânea no Brasil, ele estava internado no hospital Samaritano do Rio de Janeiro desde 12 de maio.

Sua obra é marcada pela diversidade de formatos  - escultura, vídeos, performances e instalações - e já foi exposta nas mais importantes instituições brasileiras. Ele também foi o primeiro artista contemporâneo do mundo a expôr no Museu do Louvre, em Paris.

Seu trabalho ganhou projeção na década de 1970, assim como o de artistas como Cildo Meireles e Waltercio Caldas e Miguel do Rio Branco. Com forte influência literária, sua obra é carregada de imagens como ossos, crânios, tranças, dedais, agulhas e bengalas gigantes, redes, dentes, recipientes de vidro, líquidos viscosos.

A influência narrativa veio do berço, Tunga é filho do poeta Gerardo de Mello Mourão, conhecido por seus poemas épicos sobre o nordeste brasileiro.

Nascido Antônio José de Barros Carvalho e Mello Mourão, Tunga foi entrevistado pelo também artista Cabelo para o programa Brasil Visual, exibido pela TV Brasil em 2015. No programa, ele fala de seu conceito de performance e sobre como a relação do espectador define o papel da arte. Na conversa ele também explica o papel do seu trabalho com o corpo. Confira entrevista exclusiva na íntegra, extraída do programa: