Brasil, Rio de Janeiro, RJ. 12/11/2008. Veículos no terminal portuário de cargas do Rio de Janeiro. No mês de outubro de 2008, o mercado de carros novos caiu 11% em relação ao mês anterior, desencadeando uma onda de anúncios de férias coletivas e redução de produção nas fábricas. – Crédito:FÁBIO MOTTA/AGÊNCIA ESTADO/AE/Codigo imagem:33682

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, Anfavea, divulgou na quarta-feira, 6, em São Paulo, o balanço da indústria automobilística brasileira no primeiro semestre. Os dados apontam queda de 25,4% no licenciamento de autoveículos novos: foram 983,5 mil unidades este ano contra 1,32 milhão em 2015.

Em junho foram vendidas 171,8 mil unidades, aumento de 2,6% frente as 167,5 mil unidades de maio, e baixa de 19,2% contra as 212,5 mil de mesmo período do ano passado. Para o presidente da Anfavea, Antonio Megale, o desempenho segue ritmo estável, mas ainda preocupa: 

“Os números de junho representam o segundo melhor mês do ano e confirmam a estabilidade de mercado dos últimos meses, mas a situação vivida pela indústria automobilística brasileira é preocupante, pois os patamares atuais são os mesmos de dez anos atrás. É importante notar que tivemos feriados religiosos, as famosas festas juninas, em diversas cidades e paralizações pontuais nos licenciamentos no Estado de São Paulo em função de algumas greves, que impactaram o balanço do mês. Não fosse isso, o desempenho teria sido ainda melhor”. 

A produção encerrou o sexto mês do ano com 182,6 mil unidades fabricadas, o que significa expansão de 4,2% ante as 175,3 mil unidades de maio e retração de 3% se defrontado com as 188,2 mil de junho de 2015. No acumulado a diminuição foi de 21,2%, com 1,0 milhão de unidades este ano e 1,3 milhão em igual período de 2015.

As exportações permanecem em alta: de janeiro a junho 226,6 mil unidades deixaram as fronteiras brasileiras, aumento de 14,2% frente as 198,5 mil unidades exportadas no primeiro semestre de 2015. Na análise mensal as 43,4 mil unidades de junho representam baixas de 7,5% sobre as 46,9 mil de maio e de 9,6% se comparado com as 48,0 mil unidades do mesmo mês do ano passado.

Caminhões e ônibus

O licenciamento de caminhões no primeiro semestre de 2016 registrou 25,6 mil unidades e retraiu 31,4% frente as 37,3 mil unidades do mesmo período de 2015. Apenas em junho foram vendidos 4,2 mil caminhões, maior em 3% contra maio, com 4,1 mil unidades, e menor em 32% sobre junho do ano passado, com 6,2 mil unidades.

A produção no sexto mês apresentou alta de 4,5% com relação a maio – 5,6 mil unidades contra 5,3 mil – e de 5,4% ante junho do ano passado, quando saíram das linhas de montagem 5,3 mil caminhões. O total de unidades produzidas no semestre, de 31,3 mil unidades, ficou 24,8% abaixo das 41,6 mil do ano passado. 

As exportações registraram baixa de 7,5% no resultado mensal, com 1,7 mil unidades em junho e 1,9 mil em maio, e de 13,2% na comparação com junho do ano passado, com 2,0 mil unidades. O resultado no acumulado é de 9,4 mil unidades, 8% inferior as 10,2 mil de 2015. 

No segmento de ônibus, o licenciamento ficou 7,8% abaixo na análise mês a mês – foram 982 unidades em junho e 1,1 mil em maio. Ao defrontar o resultado com junho do ano passado, quando foram vendidos 1,4 mil ônibus, a queda é de 32%. No acumulado a retração é de 41,2%: 5,7 mil este ano e 9,7 mil em 2015.

Saíram das fábricas pouco mais de 1,8 mil chassis para ônibus em junho, o que significa uma elevação de 22,3% na produção frente a maio, com 1,5 mil unidades, e de 1,4% na análise contra junho de 2015, com quase 1,8 mil unidades. No semestre o balanço aponta diminuição de 33,4% – 9,2 mil unidades este ano e 13,9 mil no ano passado.

As exportações de 3,8 mil chassis para ônibus no acumulado de 2016 indica aumento de 17,7% sobre os 3,3 mil de 2015.