Goleiros: Alisson (Roma), Marcelo Grohe (Grêmio) e Weverton (Atlético-PR);

Zagueiros: Gil (Shandong Luneng), Marquinhos (PSG), Miranda (Inter de Milão) e Rodrigo Caio (São Paulo);

Laterais: Daniel Alves (Juventus), Fagner (Corinthians), Filipe Luís (Atlético de Madrid) e Marcelo (Real Madrid);

Meio-campistas: Casemiro (Real Madrid), Giuliano (Zenit), Lucas Lima (Santos), Paulinho (Guangzhou Evergrande), Philippe Coutinho (Liverpool), Rafael Carioca (Atlético-MG), Renato Augusto (Beijing Guoan) e Willian (Chelsea);

Atacantes: Gabriel (Santos), Gabriel Jesus (Palmeiras), Neymar (Barcelona) e Taison (Shakhtar Donetsk).

Sete jogadores campeões olímpicos. Thiago Silva e Douglas Costa fora por contusão e em processo de recuperação. Elias, Luiz Gustavo, Hulk, Kaká, Robinho, David Luiz, Ricardo Oliveira, Ganso fora. Marcelo de volta. Rafael Carioca, a aposta. Giuliano, o questionável. Fagner, a esperança. Paulinho, o resgate. E a injustas ausências de Luan e Wallace.

Tite deixou muito claro na sua primeira convocação, a premência, a urgência, a necessidade de resultados. O Brasil está vivendo um clima de euforia pela conquista da medalha de ouro. Como se o futebol tivesse renascido. Um jornalistas belga na coletiva da CBF foi muito feliz. Colocou tudo no seu lugar. O título e o dourado das medalhas eram importantes, simbólicos só para este país. O restante do mundo despreza a competição. Não houve vingança alguma dos 7 a 1.

O treinador da Seleção sabia que o belga estava certo. Só não iria renegar a conquista que foi excelente para aliviar a tensão, a pressão que certa o time brasileiro. Reverteu o pessimismo e o desprezo da opinião pública em relação ao time da CBF.

A Seleção de Tite. Moderna, competitiva. Por trás de todo o otimismo do ouro olímpico, ele sabe. O Brasil precisa de força, estratégia e do Maracanã para reverter a péssima campanha nas Eliminatórias...

O Equador e a Colômbia seguem seu planejamento de chegar à Copa da Rússia. E não vão entrar em campo diferente porque o Brasil tem a medalha dourada. Tite sabe disso e foi logo avisando que, com ele, os convocados serão aqueles que estão em melhor momento, não necessariamente os mais talentosos. Precisa nas Eliminatórias de um time forte. Esse termo é direto. Tanto técnico, como físico. Ele quer o Brasil atuando de maneira intensa, vibrante. E para isso é necessário força, preparo e pleno entendimento que não haverá espaço para o malemolente toque de bola do passado e nem para o medo, a opção apenas dos contragolpes de Dunga.

A grande tendência é Tite colocar em campo contra o Equador, já no dia 1º de setembro, Alisson, Daniel Alves, Gil (Marquinhos) Miranda e Marcelo; Casemiro; Renato Augusto, (Paulinho) Lucas Lima, Philippe Coutinho e Neymar; Gabriel Jesus. Pelo menos em Quito. Já diante da Colômbia, no dia 6, em Manaus, deverá optar por jogadores com características mais ofensivas. Mas sem mudar seu esquema favorito, o que considera abranger o que há de mais moderno no planeta, o 4-1-4-1.

A Seleção de Tite. Moderna, competitiva. Por trás de todo o otimismo do ouro olímpico, ele sabe. O Brasil precisa de força, estratégia e do Maracanã para reverter a péssima campanha nas Eliminatórias...

Foi desta maneira que conseguiu os principais títulos no Corinthians, Libertadores e Mundial. E que acabou fazendo com que chegasse à Seleção Brasileira. É um esquema versátil. Que tanto pode se tornar extremamente ofensivo com a marcação alta, por pressão, sufocando o adversário. Liberando os laterais como pontas. Liberando um volante para atuar como atacante. Daí chamar Paulinho de volta. Como também seu time pode ser absolutamente defensivo, congestionando as intermediárias, travando o jogo, atraindo o adversário. Quando está em vantagem, por exemplo. Para contragolpear. Não ficar esperando, atraindo o rival, como fazia Dunga.

Para isso, Tite buscou um grupo muito versátil e em ótima forma física. A nova comissão técnica exigiu a taxa de gordura de cada atleta. E os exames físicos recentes. Ou seja, os quer em plena forma. Por isso, Douglas Costa, vindo de contusão, apesar do seu talento, não foi chamado. Os exames que chegaram do Bayern não recomendava a convocação.

Pelos jogadores é fácil perceber que Tite quer seu time ofensivo, correndo muito. Até na altitude de 2.800 metros de Quito. Com força para e sem constrangimento para a recomposição, quando atacado.

Tite quer uma equipe também de personalidade. Com atletas vividos, respeitados internacionalmente, como Daniel Alves, Miranda, Marcelo e experientes como Renato Augusto e Gil, blindando Neymar. Não o quer exposto a confusões, provocações, por ser o grande jogador do Brasil. No futuro, Thiago Silva fará parte deste grupo que ficará com a faixa. Só não foi convocado por estar contundido.

A Seleção de Tite. Moderna, competitiva. Por trás de todo o otimismo do ouro olímpico, ele sabe. O Brasil precisa de força, estratégia e do Maracanã para reverter a péssima campanha nas Eliminatórias...

A faixa de capitão, inclusive, deve começar com Miranda para evitar mais pressão ao atleta do Barcelona. Mas tudo indica um rodízio. Com Daniel Alves, Marcelo, Renato Augusto e o próprio Neymar. Tite o quer sim ainda com a faixa. Mas não de maneira definitiva. "Se todos repartem a alegria, vão repartir a responsabilidade."

Aliás, Neymar, lógico, será um capítulo à parte nestes primeiros jogos. Ele atuará onde mais gosta. Pela esquerda, como no Barcelona. Não exerceu essa função com Micale, porque o encaixe se deu melhor como um falso centroavante, postura que aprendeu com Messi, na Catalunha.

"O que eu posso fazer em dois dias que terei de preparação? Colocar os jogadores nas suas posições. Onde costumam render mais", simples assim, resumiu Tite. Ele quer que se encaixam. E não será tão difícil. A grande maioria pode atuar no 4-1-4-1 de olhos fechados. O esquema está espalhado no mundo moderno.

Em termos práticos, o planejamento do treinador prevê, a necessidade de, no mínimo, quatro pontos nestas duas partidas. O Brasil é sexto colocado, atrás do Uruguai, Equador, Argentina, Chile e Colômbia. Um terço da competição já foi disputada, seis jogos. A grosso modo, empatar com os equatorianos e vencer os colombianos é a meta mínima inicial.

Tite quer aproveitar essa reaproximação da Seleção Brasileira dos torcedores. Ficou impressionado com a final olímpica. E já fez um pedido oficial a Marco Polo del Nero. Quer o resgate do Maracanã como o grande palco do futebol no Brasil. Não quer fazer como Felipão e Dunga, que fugiam, levavam o selecionado para longe dos grandes centros, para o Nordeste, principalmente.

Não, Tite quer o Maracanã.

A Seleção de Tite. Moderna, competitiva. Por trás de todo o otimismo do ouro olímpico, ele sabe. O Brasil precisa de força, estratégia e do Maracanã para reverter a péssima campanha nas Eliminatórias...

O novo treinador da Seleção foi muito prático na sua primeira convocação. Precisa de um time competitivo, vibrante, bem postado em campo. O talento é algo a mais. O momento exige competitividade, preenchimento de espaço, resultados, pontos. Dribles, jogadas de efeito, serão brindes.

O Brasil de Tite é o retrato de seu treinador.

Objetivo, sem falsas ilusões.

Precisa de pontos nas Eliminatórias.

E não há tempo para trabalhar.

A saída está em cada convocação.

Cada palavra.

Ofensivo? Sim, quando puder.

Quando não, um time sem vergonha de marcar muito.

Sem medo.

Moderno...

(A lista divulgada pela principal torcida do Sevilla se mostrou uma grande mentira. Ganso terá de jogar muito para convencer Tite que merece nova chance na Seleção...)
A Seleção de Tite. Moderna, competitiva. Por trás de todo o otimismo do ouro olímpico, ele sabe. O Brasil precisa de força, estratégia e do Maracanã para reverter a péssima campanha nas Eliminatórias...