O nome completo do poeta pernambucano Manuel Bandeira é Manuel Carneiro de Souza Bandeira Filho.

 

Manuel Bandeira nasceu na cidade do Recife no ano de 1 886 e faleceu no Rio de Janeiro em 1 958.

 

Estudou humanidades e arquitetura, que interrompeu para tratar de uma tuberculose. A luta contra a doença – inclusive a angústia provocada por ela – marcou boa parte dos escritos do poeta.

 

Bandeira chegou a se internar em instituições de saúde de Petrópolis, Teresópolis e Campanha para tratar da tuberculose. Também viajou com o mesmo fim para a Suíça, onde foi colega de sanatório do poeta francês Paul Eluard.

 

As Cinzas da Hora, seu primeiro livro, foi impresso com apenas 200 exemplares bancados pelo próprio poeta.

 

Foi convidado para participar da Semana de Arte Moderna de 1 922, mas não foi. Deixou, no entanto, um poema (Os Sapos) para ser lido no evento.

 

De início, foi influenciado pela poesia parnasiana, mas acabou com o passar do tempo adotando o modernismo. Por sinal, o poema Os Sapos, lido na abertura da Semana de Arte Moderna, ridicularizava o Parnasianismo.

 

Há uma presença marcante da religião em sua obra. Santos como Santa Tereza, Santa Clara e Santa Maria são temas comuns em seus poemas.

 

Além de poeta, Bandeira trabalhava como tradutor, crítico de literatura e professor. Traduziu obras de Shakespeare e colaborou com jornais importantes como Diário Nacional, Jornal do Brasil e Folha da Manhã.

 

Era amigo de escritores importantes como Mário de Andrade, Sérgio Buarque de Holanda, Vinicius de Moraes, Carlos Drummond de Andrade e Oswald de Andrade.

 

Correspondeu-se intensamente com o amigo Mário de Andrade, para quem escreveu mais de 400 cartas.

 

Gabava-se de um suposto encontro com Machado de Assis durante uma viagem de trem, para quem teria recitado alguns trechos de Os Lusíadas, de Luís de Camões. Mais tarde, Bandeira revelou que a história era inverídica.

 

Foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em 1 940, ocupando a cadeira de número 24.

 

Bandeira foi sepultado no mausoléu da Academia Brasileira de Letras, no cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro. Parte de seu acervo se encontra atualmente na sede da ABL, também na mesma cidade.

 

Agora, o mais curioso: Bandeira considerava-se um artista de província, além de um poeta ruim.

 

Fontes: Wikipédia, Educação.Globo, Folha de S. Paulo.